O relatório anual do Centro de Formalização de Empresas (CFE), apresentado esta segunda‑feira, 02 de fevereiro de 2026, pelo diretor‑geral Umaro Baldé, revela que as empresas de titularidade feminina registaram um crescimento de 63,86% em 2025, tornando‑se o principal destaque do desempenho económico do país. O documento mostra ainda uma expansão global do tecido empresarial, marcada pelo aumento do número total de novas empresas e por uma diversificação territorial e sectorial sem precedentes.
Segundo o responsável, em 2025 foram registadas 743 novas empresas, contra 595 em 2024, o que corresponde a um crescimento global de 24,25%. No período analisado, não houve encerramentos formais de empresas. Foram ainda efetuadas 49 alterações empresariais, comparativamente a 68 em 2024, representando uma redução de 27,94%, indicando maior estabilidade das estruturas empresariais.
Umaro Baldé destacou que a distribuição por nacionalidade demonstra um reforço significativo do empresariado guineense:
• Empresas nacionais: 483 (2025) vs. 330 (2024) (+46,36%)
• Empresas estrangeiras: 200 (2025) vs. 208 (2024) (–3,85%)
• Empresas mistas: 60 em ambos os anos (0,00%)
Estes dados, afirmou, evidenciam o protagonismo crescente do capital nacional na economia formal.
A distribuição por género também revela avanços relevantes:
• Empresas de titularidade masculina: 556 vs. 472 (+17,80%)
• Empresas de titularidade feminina: 136 vs. 83 (+63,86%)
• Empresas de composição mista: 51 vs. 43 (+18,60%)
O diretor destacou que o crescimento do empresariado feminino constitui um dos pontos mais positivos do ano de 2025.
No que se refere à distribuição regional, apesar da habitual concentração no Setor Autónomo de Bissau (SAB), observou‑se um crescimento significativo nas regiões:
• SAB: 644 vs. 540 (+19,26%)
• Biombo: 45 vs. 23 (+95,65%)
• Cacheu: 17 vs. 9 (+88,89%)
• Oio: 15 vs. 3 (+400,00%)
• Quinara: 4 vs. 0
• Bolama/Bijagós: 3 vs. 4 (–25,00%)
Os setores económicos com maior crescimento percentual foram:
• Educação: +95,00%
• Indústria: +87,50%
• Pesca: +63,64%
• Agricultura: +58,33%
• Construção Civil e Obras Públicas: +36,36%
• Prestação de Serviços: +33,33%
O setor de importação/exportação manteve‑se como o mais representativo em termos absolutos, com 297 empresas, correspondendo a 9,19% do total.
Por outro lado, setores como transportes (–29,41%), comunicação (–25,00%), limpeza (–33,33%) e turismo (–10,26%) registaram retrações, exigindo acompanhamento específico.
Durante o ano, foram emitidos 289 cartões de empreendedor, face a 143 em 2024, representando um aumento de 102,10%.
Umaro Baldé destacou ainda que o tempo médio para abertura de uma empresa na Guiné‑Bissau é atualmente de cerca de cinco horas, refletindo avanços significativos na simplificação e eficiência dos procedimentos administrativos.
Por fim, assegurou que os resultados de 2025 confirmam uma tendência positiva e sustentada de crescimento empresarial, marcada pelo fortalecimento do empreendedorismo nacional e feminino, pela diversificação setorial e pela expansão territorial gradual, consolidando o processo de formalização da economia.
Por: Natcha Mário M’bundé





















