PR de Transição: “O LUGAR DE PERTURBADORES É NAS CELAS, PARA REFLETIREM”

O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-á, afirmou que as atuais autoridades no poder não têm interesse em perseguir ninguém. Contudo, reforçou que “o lugar de perturbadores é nas celas, para refletirem”.

O Chefe de Estado sublinhou que a luta iniciada pelo Alto Comando Militar em 26 de novembro de 2025, quando os militares assumiram o controlo do país, não foi motivada por vingança, mas sim pelo objetivo de união nacional.

Horta Inta-á fez estas declarações nesta segunda‑feira, 02 de fevereiro de 2026, durante a cerimónia da sua graduação ao posto de General de Exército. Na ocasião, apelou ao povo guineense a unir-se para um propósito comum: a construção do país.

O Presidente de Transição insistiu que a cultura de violência não pode ser normalizada como forma de resolver conflitos ou diferenças entre cidadãos.

“Se os Combatentes da Liberdade da Pátria não tivessem unido forças para formar uma frente comum, hoje não estaríamos aqui. Escolheram a união e conseguiram derrotar a força invasora, apesar de todo o seu poder bélico. A Guiné‑Bissau é o único país do mundo que conquistou a independência de forma unilateral, sem a presença dos invasores. Eles foram derrotados nos campos político e militar”, destacou.

O Chefe de Estado apelou ainda aos militares para que continuem a trabalhar pela defesa conjunta e pela garantia da segurança do povo guineense, afirmando que “só unidos venceremos os obstáculos e os grupos que pretendem manter o país na instabilidade”.

Por: Filomeno Sambú

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