SOCIEDADE CIVIL PRESSIONA POR TRANSIÇÃO INCLUSIVA NA GUINÉ-BISSAU

O Movimento Nacional da Sociedade para a Paz, Democracia e Desenvolvimento afirma que o sucesso da atual transição política depende da participação ativa de todas as forças vivas da nação, com destaque para o papel da sociedade civil na Guiné-Bissau.

Em comunicado divulgado na sequência da libertação de vários detidos, da transferência do Presidente do PAIGC e Coordenador da Plataforma Inclusiva Terra Ranka, Domingos Simões Pereira, para a sua residência, e do regresso do candidato Fernando Dias da Costa ao convívio familiar, o Movimento defende a necessidade de um “consenso alargado”. Esse consenso, segundo a organização, deve incluir todas as sensibilidades políticas e sociais na definição de um novo roteiro constitucional e, eventualmente, na formação de um governo inclusivo.

O Movimento Nacional da Sociedade Civil apela ainda à Comunidade Internacional — nomeadamente à CEDEAO, CPLP, Nações Unidas e parceiros bilaterais — para que mantenham um acompanhamento diplomático e institucional rigoroso do processo político em curso. A organização acredita que este apoio será fundamental para transformar os atuais “sinais positivos” num caminho irreversível rumo ao restabelecimento da ordem constitucional e ao desenvolvimento sustentável.

Por fim, a organização considera que a libertação dos detidos, a transferência de Domingos Simões Pereira para a sua residência e o regresso de Fernando Dias da Costa representam mais do que decisões isoladas, constituindo sinais claros de abertura ao diálogo e à reconciliação nacional.

Por: Tiago Seide

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