O ministro do Interior e da Ordem Pública, Mamasaliu Embaló, anunciou o fim das cobranças ilícitas nas estradas do país e exigiu o cumprimento rigoroso da lei por parte dos agentes da polícia de trânsito.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026, após uma visita às instalações da polícia de trânsito, em Bissau, antiga brigada “cala boca”.
Segundo o governante, os agentes da polícia de trânsito devem limitar-se a aplicar apenas as cobranças previstas na lei, sobretudo no que diz respeito às motorizadas, exigindo o uso obrigatório de capacetes por todos os ocupantes, bem como a apresentação dos documentos necessários para a circulação no centro urbano.
“No centro urbano, o motorista não pode circular sem documentos. Os documentos servem apenas para comprovar a propriedade”, afirmou.
Mamasaliu Embaló reconheceu ainda que as cobranças aplicadas aos proprietários de motáxis são muito elevadas. Nesse sentido, anunciou que o Ministério do Interior e da Ordem Pública está a analisar a situação da Ordem Pública e as regras do seu funcionamento, com vista a garantir maior tranquilidade à população.
Em declarações aos jornalistas, o ministro afirmou que não irá permitir operações isoladas por parte dos agentes da polícia de trânsito, sublinhando que, doravante, todas as operações deverão ser autorizadas pela brigada.
Embaló salientou que o serviço de trânsito é amplo e afeta praticamente toda a população, razão pela qual apelou aos agentes para que se abstenham de “cobranças ilícitas”, alertando que estas práticas podem comprometer a imagem da instituição.
“Apenas unidos nas regras poderemos ter força e o reconhecimento do nosso povo, da nossa população e do nosso trabalho”, enfatizou, defendendo igualmente a necessidade de capacitação dos agentes de trânsito.
“Há desigualdades ao nível do conhecimento. A capacitação vai pôr fim a atuações irregulares por parte dos agentes de trânsito. Os polícias devem ser pessoas dinâmicas, capazes de cumprir os seus deveres e obrigações”, concluiu.
Por: Natcha Mário M’bundé





















