O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusa o grupo de dirigentes e militantes que se apresentam como “Grupo de Reflexão”, liderado por Aladje Seco Sanó, de protagonizar ações sistemáticas de hostilidade contra o partido, alegadamente ao serviço de interesses alheios ao PAIGC e em conluio com o regime instalado desde 2019, com o objetivo de fragilizar e assaltar a liderança partidária.
Ao reagir às declarações proferidas por “Grupo de Reflexão”, o Secretariado Nacional do partido afirmou que o grupo alegou que dirigentes do partido, incluindo vice-presidentes, se encontrariam em “acantonamento brutal”, defendendo ainda a criação de uma direção de transição e o envolvimento dos veteranos num diálogo com o comando militar.
No comunicado com a data de 03 de fevereiro de 2026, consultado pelo O Democrata, o PAIGC nega as afirmações do grupo de que o partido se encontra “inativo ou sem direção”, assegurando que continua a funcionar, de acordo com os seus estatutos, apesar das restrições impostas pelo atual contexto político-militar, nomeadamente o encerramento das sedes e a proibição de manifestações políticas.
O partido acusa ainda o referido grupo de manter uma postura de “silêncio ou conformismo” perante atos de graves violações contra os seus dirigentes e militantes, incluindo detenções, espancamentos, invasões das sedes partidárias, arrombamento de portas e uso de granadas lacrimogéneas, que terão provocado feridos graves e mesmo mortes.
O PAIGC lembra que dispõe de estatutos próprios que regulam o funcionamento dos seus órgãos, os direitos e deveres dos militantes, bem como os mecanismos de substituição e interinidade em caso de “vacaturas, os quais estão a ser observados”.
Por fim, o PAIGC considera “infundadas e alarmistas” as propostas do grupo liderado por Aladje Seco Sanó, alertando que tais posições “escondem intenções obscuras de dividir o partido”.
Por: Tiago Seide





















