CONTENTOR DE COMBUSTÍVEL FUNCIONAVA HÁ ANOS SEM LICENÇA, diz PM Ilídio Vieira Té

O Primeiro‑Ministro, Ilídio Vieira Té, revelou que o contentor improvisado utilizado para a venda de combustível, na cidade de Bafatá, funcionava há muito tempo sem qualquer licença, garantindo que haverá responsabilização.

“A informação que recebemos por parte dos responsáveis é que o contentor em causa estava a funcionar há bastante tempo sem nenhuma licença de autorização. Portanto, haverá responsabilização, incluindo dos responsáveis do Estado que deveriam ter impedido o funcionamento daquele posto de venda de combustível num local impróprio”, advertiu o chefe do Governo, em declarações à imprensa, na manhã desta terça‑feira, 17 de fevereiro de 2026, após visitar as vítimas do incêndio ocorrido na estação improvisada de venda de combustível em Bafatá.

Vieira Té considerou triste e lamentável a situação das vítimas do incêndio, incluindo crianças que se encontram internadas no Hospital Regional de Bafatá. Afirmou ainda que tanto o responsável pelo contentor de venda de combustível como as autoridades que permitiram o seu funcionamento serão chamados à responsabilidade.

“O Governo fará tudo para criar as condições necessárias para o tratamento das vítimas de queimaduras, porque se trata de um assunto que requer o apoio urgente do Estado e também de pessoas singulares, de forma a atenuar o sofrimento dos familiares”, disse, acrescentando que, para além do esforço governamental, houve apoio de particulares e uma forte solidariedade da população para com as vítimas, associando‑se ao trabalho considerado brilhante da equipa médica.

Para o chefe do Executivo, o aspeto mais incompreensível do incêndio em Bafatá é o facto de ninguém conseguir explicar a origem do fogo no posto improvisado de venda de combustível, incluindo o próprio proprietário do contentor, o que considerou muito estranho.

Por sua vez, o diretor‑geral do Hospital Regional de Bafatá, Ndafa Binalo, afirmou que os técnicos daquela unidade hospitalar estão a trabalhar arduamente para prestar assistência médica às vítimas do acidente.

“Esta resposta inclui a solidariedade e o apoio de particulares, no valor de 10 milhões de francos CFA, destinados à aquisição de medicamentos, bem como o contributo de associações da comunidade estrangeira em apoio às vítimas do incêndio”, referiu.

Questionado sobre as condições materiais do Hospital Regional de Bafatá para fazer face ao tratamento das vítimas, o médico explicou que a unidade dispõe, neste momento, de técnicos capacitados para cuidar de doentes com queimaduras. No entanto, sublinhou que o hospital não possui especialistas nessa área, tendo sido realizada uma reciclagem dos profissionais que atualmente assistem as 31 vítimas do incêndio.

Por sua vez, o comandante do Serviço de Proteção Civil de Bafatá, Nilto Gomes Gouveia, explicou que os bombeiros fizeram tudo o que estava ao seu alcance para apagar o incêndio no contentor e nas casas vizinhas, conseguindo controlar as chamas.

Acrescentou que a maior dificuldade enfrentada foi a tentativa de retirar os populares do local do sinistro, sensibilizando‑os para o perigo que o combustível representa durante um incêndio.

“Os populares recusaram‑se a sair e, quando os tambores explodiram, acabaram por atingir um total de 163 pessoas, que se encontram atualmente hospitalizadas”, contou.

Por: Aguinaldo Ampa

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