Educação pré-escolar: AUTORIDADES DEFENDEM REFORÇO DA ATENÇÃO À PRIMEIRA INFÂNCIA 

O diretor-geral do Ensino Básico e Secundário, Malam Indjai, defendeu esta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, a necessidade de implementação de uma política que estabeleça a obrigatoriedade da educação na primeira infância na Guiné-Bissau.

Malam Indjai falava na cerimónia de abertura do 8.º Fórum Nacional de Pré-Escolar, realizada no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), sob o lema “Fórum nacional para uma educação pré-escolar de qualidade”.

Na sua intervenção, o diretor-geral reconheceu que um dos maiores desafios do Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica é a necessidade de prestar maior atenção ao setor da primeira infância.

Segundo Malam Indjai, a política educativa vigente estabelece a obrigatoriedade do ensino básico apenas a partir dos seis anos de idade, salientando que não existe, até ao momento, uma política que torne obrigatória a educação na primeira infância.

Apesar disso, o responsável agradeceu as iniciativas privadas que têm assumido um papel fundamental na resposta às necessidades do setor da primeira infância no país.

Por sua vez, Carla Jauad, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), destacou a importância de promover espaços de reflexão e de diálogo conjunto sobre o presente e o futuro das crianças.

Para Carla Jauad, o tema em discussão é de extrema relevância, pois traz para o centro do debate o conceito holístico do desenvolvimento da primeira infância, que engloba não apenas a componente pré-escolar, mas também todo o contexto que envolve a criança nos seus primeiros anos de vida.

A representante da UNICEF defendeu, por isso, a necessidade de um debate conjunto sobre as normas que devem regular a oferta de serviços intersetoriais destinados à promoção do desenvolvimento integral da criança.

Carla Jauad manifestou ainda a expectativa de que, no final do encontro, os participantes consigam consolidar reflexões em recomendações efetivas e realizáveis, permitindo encarar o futuro de forma mais concreta e pragmática.

Por seu lado, o coordenador da Rede Nacional dos Jardins de Infância da Guiné-Bissau, Quecuto Injai, considerou o fórum como um momento essencial para unir vozes em prol do fortalecimento da qualidade, da inclusão e do afeto nas práticas pedagógicas.

Quecuto Injai explicou que a Rede atua no reforço das capacidades institucionais e dos serviços prestados, com o objetivo de aumentar a priorização do acesso a serviços de qualidade e de assegurar uma melhor alocação de recursos para o desenvolvimento da primeira infância.

Por: Carolina Djemé

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