Transição política: CNT APELA AO REEQUIPAMENTO DA CNE PARA GARANTIR ELEIÇÕES DE DEZEMBRO 

O vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá, exortou o Governo de Transição a reequipar a Comissão Nacional de Eleições (CNE), de modo a colocá-la em condições de responder às exigências do processo e avançar com a preparação das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro deste ano.

Fodé Caramba Sanhá falava durante a cerimónia de passagem de testemunho entre o presidente interino da CNE e a nova presidente eleita pelo Conselho Nacional de Transição.

A cerimónia teve lugar nas instalações da CNE, em Bissau, ocasião em que o conselheiro de transição sublinhou que a credibilidade do processo eleitoral — legislativo, presidencial e autárquico — é da inteira responsabilidade da Comissão Nacional de Eleições.

O vice-presidente do CNT afirmou que “os homens passam, mas as instituições permanecem” e defendeu que estas devem ser constantemente melhoradas através de reformas nos processos, acompanhando a evolução do tempo e adaptando-se às novas dinâmicas.

Nesse sentido, apelou aos funcionários da CNE para colaborarem com a nova presidente, demonstrando sempre profissionalismo no exercício das suas funções.

Fodé Caramba Sanhá enfatizou ainda que a Comissão Nacional de Eleições tem sido uma instituição “altamente profissional”.

“Ninguém consegue fazer o que quer, porque os procedimentos são claros. Quem se encontra em situação de desvantagem pode ter a sua própria interpretação, mas o fundamental é que existem mecanismos práticos e legais que regem o funcionamento desta instituição”, afirmou.

Em declarações à imprensa, o ex-presidente interino da CNE, Mpabi Cabi, desejou êxitos à nova presidente e manifestou disponibilidade para continuar a colaborar sempre que for útil à instituição.

“Dirigi a CNE em meio a desafios, mas consegui ultrapassá-los de forma sábia. Fiz algumas pessoas sentirem-se satisfeitas e outras não. O mais importante é que dei a minha contribuição como cidadão, na função para a qual fui chamado”, declarou.

Por sua vez, a nova presidente da CNE, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, garantiu que assumirá o cargo com elevado sentido de responsabilidade e dedicação.

Apelou à colaboração de todos os técnicos da Comissão Nacional de Eleições, sublinhando que “só com trabalho em equipa é possível alcançar bons resultados”.

Carmem Lobo exortou igualmente o Governo a disponibilizar os meios necessários para que a CNE possa exercer plenamente as suas funções e cumprir o calendário eleitoral estabelecido pelo Presidente da República de Transição.

A Guiné-Bissau prepara-se para realizar eleições gerais — presidenciais e legislativas — no próximo dia 6 de dezembro, data anunciada em decreto presidencial pelo Presidente da República de Transição, Horta Inta-A.

O anúncio foi feito após o Presidente ouvir os órgãos nomeados pelos militares que tomaram o poder em 26 de novembro, interrompendo o processo eleitoral iniciado a 23 de novembro de 2025, destinado à eleição do novo Presidente da República e dos deputados à Assembleia Nacional Popular.

Por: Aguinaldo Ampa

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