O Ministro da Saúde Pública, Quinhim Nantote, confirmou esta quinta‑feira, 26 de fevereiro de 2026, a morte de uma das cinco vítimas de queimaduras em Bafatá que haviam sido evacuadas para receber tratamento especializado na vizinha República do Senegal.
Com este anúncio, sobe para nove o número de óbitos na sequência do incêndio ocorrido no dia 13 de fevereiro, num dos postos improvisados de venda de combustíveis na cidade de Bafatá.
A nível interno, o governante informou que todas as vítimas que permanecem internadas no Hospital Nacional Simão Mendes encontram‑se estáveis, graças aos cuidados e tratamentos prestados pelas equipas técnicas nacionais.
“O Governo espera que não haja mais casos de óbitos, como aconteceu anteriormente”, sublinhou.
Quinhim Nantote falava aos jornalistas após a visita do Primeiro‑Ministro ao Hospital Nacional Simão Mendes, realizada para constatar a evolução do estado de saúde das vítimas de queimaduras ali internadas.

O Ministro da Saúde Pública transmitiu ainda que o Chefe do Governo “está preocupado” com a situação das vítimas, razão pela qual, no passado dia 24, foram evacuadas cinco pessoas em estado crítico para o Senegal.
“Foi por isso que se deslocou esta quinta‑feira ao hospital, para visitar os que continuam internados e acompanhar a evolução do seu estado de saúde”, acrescentou.
Questionado sobre quando o Governo irá saldar a dívida de seis meses contraída com o Grupo DO.SA., empresa responsável pelos serviços de limpeza, jardinagem e evacuação de resíduos no Hospital Nacional Simão Mendes, Quinhim Nantote reconheceu que houve irregularidades e atrasos nos pagamentos, mas garantiu que a situação está a ser tratada ao nível do Primeiro‑Ministro e que espera uma solução em breve.
Instado a pronunciar‑se sobre a continuidade do contrato com a empresa, o titular da pasta da Saúde recordou que houve denúncia de rescisão contratual por parte do Governo, o que contribuiu para o atraso no pagamento.
“Assim que a dívida for regularizada, o Governo irá debruçar‑se sobre a contratação de uma nova empresa, de modo a garantir que o Hospital Nacional Simão Mendes se mantenha sempre limpo”, anunciou.
Quinhim Nantote assegurou ainda que o hospital é uma instituição destinada ao atendimento de doentes e que, por essa razão, não deve acolher um elevado número de acompanhantes por paciente.
“O que acontece nos hospitais da Guiné‑Bissau é preocupante. Em muitos casos, os acompanhantes levam colchões e instalam‑se nas enfermarias para se acomodarem. Isto não é aceitável, pois muitas pessoas acabam por contrair doenças por causa dessas práticas”, frisou.
Por: Aguinaldo Ampa





















