Caso acidente mortal no Attadamum: MINISTÉRIO PÚBLICO ENDURECE POSIÇÃO E FALA EM “VIOLAÇÃO GROSSEIRA”

O Ministério Público (MP) pediu a prisão preventiva do motorista responsável pelo acidente de viação que, a 2 de março de 2026, provocou a morte de três crianças do Centro Escolar Attadamum, numa tragédia que abalou a comunidade estudantil e a sociedade guineense em geral.

A solicitação foi apresentada após a conclusão do debate instrutório realizado na terça‑feira, 10 de março.

O magistrado do Ministério Público afeto à Vara‑Crime do Tribunal Regional de Bissau, titular do processo, fundamentou o pedido com base em depoimentos de testemunhas e nos elementos recolhidos pela Brigada de Trânsito, que apontam para “desatenção do motorista, excesso de velocidade e violação grosseira das regras de circulação rodoviária”.

Além da prisão preventiva, o MP requereu ao Juiz de Instrução Criminal (JIC) a aplicação de medidas de coação ao motorista suspeito de atropelar e causar a morte de três alunos do Centro Escolar Attadamum, em Bissau.

O acidente ocorreu no dia 2 de março, na Avenida João Bernardo Vieira, no Bairro Internacional, momentos após a saída das aulas dos alunos do primeiro turno.

“Nas presentes circunstâncias, o suspeito deverá responder pelo crime de condução perigosa, previsto e punível nos termos do artigo 212.º do Código Penal guineense”, refere o despacho do MP a que O Democrata teve acesso esta quinta-feira, 12 de março de 2026.

Caso os factos venham a ser provados em julgamento, o arguido poderá ser condenado a uma pena de prisão de 1 a 5 anos, para além do pagamento de multa e de indemnizações às famílias das vítimas.

Segundo o Ministério Público, o inquérito concluiu que o sinistro resultou no atropelamento de quinze (15) pessoas, causando três mortes e doze (12) feridos, todos estudantes do referido estabelecimento de ensino.

Por: Filomeno Sambú

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