O Observatório da Mulher alertou esta sexta‑feira, 13 de março, que a situação da mulher continua a ser uma preocupação central na Guiné‑Bissau.
A declaração foi feita pela conselheira técnica do Observatório, Claudina Viegas, à margem da atividade “Roda da Mulher”, promovida pela mesma instituição sob o lema “Incluir para empoderar: autonomia económica como caminho para a transformação”.
A jornada contou com a presença do coordenador da Casa dos Direitos, Guerri Gomes Lopes, e da coordenadora da organização Mindjeris di Guiné Lanta (MIGUILAN), Isabel de Almeida, que garantiram continuar a acompanhar as iniciativas ligadas aos desafios identificados no relatório.
Segundo Claudina Viegas, o tema da inclusão financeira das mulheres baseia‑se nos resultados do estudo de diagnóstico realizado pelo Observatório da Mulher sobre a situação feminina no país.

O levantamento revelou dados que espelham a realidade das mulheres guineenses em vários indicadores, nomeadamente saúde, educação, violência baseada no género, condições de habitabilidade, saneamento básico e autonomia económica.
“O diagnóstico procurou compreender, de forma completa, a situação atual da mulher na Guiné‑Bissau. Uma das conclusões aponta para a fraca inclusão financeira. As mulheres têm direitos, mas continuam muito penalizadas. O acesso aos serviços bancários é reduzido. A falta de educação contribui para a ausência de emprego formal, de direitos e de proteção social. Foi por isso que a roda de conversa procurou partilhar estes aspetos”, explicou.
Segundo o relatório, a desigualdade de género no país mantém‑se como um problema estrutural e sistémico.
“As mulheres estão excluídas de vários setores e os seus direitos continuam pouco respeitados”, conclui o documento.
Por: Jacimira Segunda Sia





















