Os militares da Guiné-Bissau iniciaram oficialmente, esta terça-feira, 17 de março de 2026, a Preparação Combativa 2026, um ciclo de instrução com duração de oito meses, marcado pelo compromisso renovado de defender a soberania nacional.
Segundo informações oficiais, a preparação estará dividida em duas fases: Primeiro período: 2 de março a 30 de junho (419 horas). Segundo período: 1 de setembro a 18 de dezembro (380 horas). Totalizando 710 horas de instrução militar ao longo do ano.
No seu discurso, o Chefe do Estado‑Maior das Forças Armadas, Major‑General Tomas Djassi, destacou que o novo ciclo representa não apenas mais uma etapa de treino, mas um reforço do compromisso permanente com a defesa nacional.
Djassi afirmou que a preparação combativa é um dos pilares estruturantes das Forças Armadas, um processo rigoroso e contínuo de instrução, treino e avaliação que fortalece a capacidade operacional das tropas.
“Consolidamos os valores que sustentam a nossa identidade militar: disciplina, coesão, profissionalismo e espírito de missão”, sublinhou.
O Chefe do Estado‑Maior acrescentou que a operação se enquadra no Plano Geral de Preparação e Superação dos militares. Durante os exercícios, os diferentes ramos, Exército, Marinha e Força Aérea, irão desenvolver atividades de treino especializado e exercícios operacionais, visando elevar o nível de prontidão, eficiência e capacidade de resposta das unidades num contexto regional marcado por desafios crescentes de segurança.
Djassi reiterou que a preparação combativa exige empenho permanente, rigor técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Para ele, cada exercício representa uma oportunidade crucial para o fortalecimento institucional e para garantir respostas eficazes a qualquer ameaça à segurança nacional.

Dirigindo-se aos comandantes, pediu liderança firme, responsabilidade e rigor profissional no acompanhamento do ciclo de formação. A todos os militares, exortou disciplina, determinação e espírito de corpo, honrando os valores de “honra, lealdade, coragem e patriotismo”.
O Major‑General expressou ainda esperança de que o ano combativo de 2026 seja marcado por elevado desempenho, sucesso nos treinos e fortalecimento contínuo das capacidades operacionais das Forças Armadas.
Por sua vez, o Chefe da Divisão de Operações de Treino do Estado‑Maior General, Brigadeiro‑General Abulai Bá, lembrou que a preparação combativa é uma missão sensível, por ser responsável por preparar os militares para cumprirem todas as missões, garantindo segurança ao povo e contribuindo para a manutenção da paz.
Recordou que a Guiné‑Bissau iniciou este tipo de preparação em 1975 e que ela foi criada para elevar a prontidão combativa das unidades e subunidades. Reconheceu que, nos últimos anos, a operação não foi realizada devido a limitações de meios, mas afirmou que o objetivo atual é reorganizar e retomar plenamente o processo em coordenação com as autoridades nacionais.
Por: Jacimira Segunda Sia





















