O diretor-geral da Energia, Mohamadu Saido Baldé, afirmou que as mini-redes representam uma solução concreta para acelerar o acesso à energia, sobretudo nas zonas rurais.
Segundo revelou, o país já conta com experiência operacional em cinco mini-redes em funcionamento, totalizando uma capacidade instalada de cerca de 1,2 megawatts (MW).
Falando na manhã desta quarta-feira, 18 de março de 2026, durante o Workshop Nacional de Validação dos Estudos de Viabilidade de Mini-redes Limpas na Guiné-Bissau, Baldé destacou que o verdadeiro desafio não é apenas instalar infraestruturas, mas garantir que estas soluções sejam sustentáveis, bem geridas e integradas numa visão nacional clara.
“Para isso, é fundamental reforçar a coordenação institucional. Precisamos de maior articulação entre diferentes ministérios, agências, parceiros e operadores; alinhar intervenções, evitar duplicações e criar sinergias que maximizem o impacto dos investimentos no setor”, defendeu.
Acrescentou que o sucesso da transição energética no país depende de três elementos essenciais: Reforço institucional, com estruturas claras, organizadas e funcionais; Partilha e gestão de dados, como base para o planeamento e tomada de decisões; Colaboração efetiva entre instituições e parceiros, assente na confiança e complementaridade.
Baldé assegurou que a direção-geral reafirma o seu compromisso de trabalhar de forma aberta, coordenada e orientada para resultados.
“Estamos num momento particularmente importante para o setor energético da Guiné-Bissau, com a elaboração da Política Nacional de Energia 2026-2035, apoiada pelo ROGEAP e financiada pelo Banco Mundial, que irá definir a visão estratégica do país”, destacou.
O responsável sublinhou ainda que o workshop deve ser entendido não apenas como um espaço de trabalho conjunto, mas também como um momento pedagógico para aprender, partilhar experiências, questionar, melhorar e construir consensos técnicos sólidos.
“O estudo que hoje validamos não é um fim em si mesmo. É um ponto de partida que precisa das vossas contribuições”, concluiu.
Por: Natcha Mário M’bundé





















