Depois da oração do Ramadão — marcada pelo jejum, sacrifício religioso, reflexão e fé — o Presidente da Transição da Guiné-Bissau, General de Exército Horta Inta-a, renovou o apelo à união e à solidariedade entre os guineenses, considerando esses valores essenciais para o fortalecimento da unidade nacional.
O Chefe de Estado sublinhou que é necessário que os guineenses se perdoem mutuamente pelos erros cometidos, promovendo o amor ao próximo como caminho para a tranquilidade no país.
“Somos um único povo, filhos dos mesmos pais. Além disso, partilhamos o mesmo espaço”, afirmou.
Horta Inta-a falava aos jornalistas após cumprir a oração que marca o fim dos 30 dias de jejum – um dos pilares do Islão, realizada no largo da Câmara Municipal de Bissau (CMB).
A cerimónia contou com a presença do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, General Tomás Djassi, bem como de membros do Governo e dirigentes políticos.
“Desejo ao povo guineense — muçulmanos e cristãos católicos — uma boa celebração deste mês sagrado. Este ano, o sacrifício foi simultâneo para muçulmanos e católicos”, destacou.
O Presidente advertiu que só será possível conduzir a Guiné-Bissau rumo ao progresso se houver perdão, reconciliação e convivência pacífica no território nacional.

“Apelo a todos os filhos da Guiné-Bissau que se unam em torno do interesse nacional e se posicionem contra qualquer pessoa que pense mal para o país. Que Deus o repreenda, para que possamos caminhar juntos rumo ao desenvolvimento que todos almejamos”, reforçou.
Por seu lado, o Imame Central da Mesquita de Amedalai, Mamadu Lamine Indjai, afirmou que este é um dia de alegria e que, por isso, deve prevalecer a união, condição indispensável para que haja paz e tranquilidade na Guiné-Bissau.

O líder religioso acrescentou que, para que o país alcance uma verdadeira união, os dirigentes devem criar condições de diálogo inclusivo e evitar discursos que promovam divisão.

“Acreditamos que neste mês sagrado, tendo em conta a sua bondade, Deus fará tudo para que haja paz e tranquilidade na Guiné-Bissau. O povo precisa de viver em paz. O passo dado pelo Presidente da República de Transição e pelo Governo, para que todos rezassem no mesmo dia, esperamos que continue para sempre. Não faz sentido celebrarmos momentos importantes da nossa vida religiosa divididos. Não é bom para a comunidade muçulmana, nem para o país”, sublinhou.
Por: Aguinaldo Ampa





















