O Governo de Transição comunicou aos governadores regionais a decisão de remover, em todo o território nacional, os contentores de venda de combustíveis que não reúnem as condições legais para continuar a operar.
O encontro realizado na quarta-feira, 25 de março de 2026, entre o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, o Ministro da Administração Territorial e Poder Local, Nelson Carlos Sanó, e os governadores regionais teve como objetivo informar sobre as medidas que estão a ser adotadas para prevenir situações semelhantes ao incêndio ocorrido numa estação improvisada de venda de combustíveis em Bafatá.
Em declarações aos jornalistas, Nelson Sanó afirmou que a decisão visa garantir a segurança da população e evitar potenciais ameaças à integridade dos cidadãos. Por essa razão, os governadores foram convocados, dada a importância do seu papel para o sucesso da operação.
O incidente em Bafatá, que provocou dez mortes e vários feridos, motivou a adoção de medidas urgentes. Na sequência, a plenária governamental decidiu, na reunião ordinária do Conselho de Ministros de terça-feira, criar uma Comissão Interministerial para avaliar os postos de venda de combustíveis a nível nacional.
O ministro falava à imprensa após o encontro com os governadores regionais, mantido com o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, que teve a seguinte ordem do dia:
Para além da remoção dos contentores de venda de combustíveis, foram analisadas a evolução da campanha de comercialização da castanha de caju, os preços dos produtos de primeira necessidade — nomeadamente carne e pescado — e o andamento das obras de reabilitação das estradas em execução no país.

Nelson Sanó explicou que alguns contentores de venda de combustíveis possuem documentação válida, mas as suas instalações não respeitam os padrões legais exigidos. Tal situação levanta suspeitas de fraude na obtenção dos documentos ou de falhas no processo de inspeção.
O ministro acrescentou que, após a decisão de encerrar todos os postos de venda de combustíveis em situação ilegal, o governo irá proceder à inspeção dos contentores fechados com combustível no interior, uma vez que podem representar riscos. Paralelamente, a moratória concedida aos proprietários para evacuarem o produto ou regularizarem a situação com os seus credores seguirá o seu curso normal.
Os governos regionais, através das suas estruturas de liderança, foram instruídos a acompanhar a implementação das medidas em cada região e a fiscalizar a campanha de comercialização da castanha de caju, de forma a evitar o contrabando ou a fuga do produto pelas fronteiras com os países vizinhos.
Por: Jacimira Segunda Sia





















