O conselheiro da Diretora Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental na Guiné-Bissau (BCEAO), Tidiane Sall, afirmou esta terça-feira, 28 de abril de 2026, que o Prémio Abdoulaye Fadiga constitui uma grande oportunidade para jovens docentes e investigadores darem visibilidade aos seus trabalhos e abrirem caminho para novas oportunidades de carreira.
Tidiane Sall falava na cerimónia de divulgação dos vencedores do Prémio Abdoulaye Fadiga 2026, que decorreu no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), em Bissau, na presença de investigadores, professores e estudantes.
Segundo o responsável, um dos principais objetivos do encontro é promover o intercâmbio entre investigadores do meio académico, especialistas dos bancos centrais e decisores políticos, em torno das estratégias a implementar pelos Estados-membros da União, com vista à emergência das respetivas economias.
Tidiane Sall sublinhou ainda que o prémio oferece ao Banco Central a possibilidade de orientar os trabalhos de investigação para problemáticas relevantes na condução da política monetária.
Acrescentou que a revista económica e monetária se propõe disponibilizar aos investigadores e académicos, em particular aos nacionais dos países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), um suporte de referência para a publicação de trabalhos científicos na área da economia.
Por seu turno, o diretor-geral interino do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), Daniel Cassamá, afirmou que o percurso e as realizações de Abdoulaye Fadiga continuam a inspirar gerações. Segundo ele, o compromisso com o desenvolvimento económico, a dedicação à excelência e a visão para África constituem “um legado precioso que o prémio pretende perpetuar”.
Daniel Cassamá destacou ainda que a divulgação do prémio na Guiné-Bissau reveste-se de um significado especial, por traduzir a vontade de promover o conhecimento, a investigação e a inovação no espaço académico nacional.
“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa reafirma o seu compromisso de trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros na promoção da excelência académica e científica na Guiné-Bissau”, afirmou.

Em termos de benefícios, o Prémio Abdoulaye Fadiga contempla a atribuição de um montante financeiro de 10 milhões de francos CFA, uma estadia de investigação remunerada no BCEAO com a duração de um ano, bem como a publicação do trabalho premiado.
Recorde-se que o Prémio Abdoulaye Fadiga foi lançado em março de 2008 e tem como objetivo promover a investigação económica no espaço da União Económica e Monetária da África Ocidental.
Por: Aguinaldo Ampa





















