O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau (SINJOTECS) afirmou que, apesar de alguns avanços registados nos últimos anos, persistem no país sérias preocupações relacionadas com as condições de trabalho dos jornalistas, as limitações no acesso às fontes de informação, bem como as pressões políticas e económicas exercidas sobre os órgãos de comunicação social. A organização denuncia ainda situações recorrentes de ameaças e intimidações contra profissionais da classe.
Na sua mensagem alusiva ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado a 3 de maio, o sindicato reafirma o seu compromisso com a defesa da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão e da proteção dos profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau.
Segundo o SINJOTECS, a celebração da data ocorre num contexto preocupante, marcado pela divulgação do mais recente relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), referente a 2026, que alerta para o agravamento das ameaças à liberdade de imprensa em várias partes do mundo. O documento destaca perseguições, intimidações, censura, precariedade económica dos órgãos de comunicação social e restrições ao exercício livre do jornalismo.
Para o sindicato, o relatório da RSF constitui um importante sinal de alerta dirigido a todos os atores sociais e políticos, sobretudo num período em que o jornalismo enfrenta enormes desafios relacionados com a independência editorial, a segurança dos profissionais e o acesso livre à informação.
Neste sentido, o SINJOTECS apela às autoridades nacionais, às instituições públicas e privadas, aos parceiros internacionais e à sociedade civil para que reforcem o compromisso com a proteção da liberdade de imprensa e a promoção de um ambiente seguro, livre e democrático para o exercício do jornalismo.
A organização sindical defende ainda a necessidade urgente de valorização da classe jornalística, da melhoria das condições laborais e salariais dos profissionais da comunicação social, bem como do respeito pleno pelos princípios democráticos e pelos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República.
Por fim, o SINJOTECS apelou aos profissionais da comunicação social à coragem, união, responsabilidade e persistência, encorajando-os a continuar a desempenhar o seu papel com ética, profissionalismo e compromisso com a verdade.
Por Tiago Seide





















