EXECUTIVO DESTACA FINANÇA ISLÂMICA DO CORIS BANK COMO MOTOR DE DESENVOLVIMENTO 

O Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, João Alberto Djatá, afirmou esta sexta-feira, 8 de maio de 2026, que a introdução da finança islâmica na Guiné-Bissau pelo Coris Bank constitui uma “inovação estratégica”, alinhada com as transformações em curso tanto em economias africanas como a nível internacional.

João Alberto Djatá falava na cerimónia de lançamento oficial das atividades de Finança Islâmica do Coris Bank Internacional no país, realizada na cidade de Bissau.

No seu discurso, o governante sublinhou que o evento decorre num contexto mundial marcado por desafios económicos, volatilidade financeira e exigências crescentes de inclusão social. Nesse enquadramento, considerou que a finança islâmica se afirma como uma “alternativa credível” e “sustentável”, capaz de mobilizar recursos relevantes para o desenvolvimento económico.

Segundo o Secretário de Estado, a Guiné-Bissau encara esta iniciativa com confiança e ambição, uma vez que poderá contribuir para a mobilização de recursos financeiros significativos, apoiar o financiamento da economia nacional e integrar milhares de cidadãos que ainda se encontram fora do sistema bancário formal.

Destacou, neste sentido, que o país está empenhado num processo de reorganização económica e institucional que exige estabilidade, credibilidade e inovação no setor financeiro.

“A inclusão financeira constitui, hoje, uma das grandes prioridades do Governo. Não pode haver desenvolvimento sustentável se milhares de cidadãos permanecerem afastados dos serviços financeiros formais. Não pode haver crescimento sólido sem acesso ao crédito, sem financiamento à produção e sem oportunidades para os jovens empreendedores”, frisou.

Por sua vez, o diretor-geral do Coris Bank, Júlio Sanches, assegurou que, num contexto de taxa de bancarização ainda limitada, a abertura da agência do ramo de Finança Islâmica, CBI Barakarepresenta um passo decisivo para a introdução deste modelo financeiro na Guiné-Bissau.

Segundo explicou, a iniciativa responde a uma procura crescente por serviços financeiros que respeitam os princípios da sharia, assentes na proibição do riba (juros) e na promoção de um sistema financeiro ético, justo e participativo.

“A nossa ambição é oferecer a todos os guineenses, sem distinção, soluções financeiras justas, transparentes e adaptadas aos seus valores. A finança islâmica representa um caminho para uma inclusão mais ampla e para um desenvolvimento mais sustentável”, sublinhou.

Por: Aguinaldo Ampa

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