O selecionador da Guiné-Bissau, Emiliano Té, afirmou que os Djurtus estão preparados para enfrentar um grupo “complicado”, mas acredita que a seleção nacional pode alcançar a qualificação, apesar das dificuldades.
Em declarações à imprensa desportiva, após o sorteio que colocou a Guiné-Bissau no Grupo L, juntamente com a Tanzânia, país anfitrião, já apurado para a fase final, Nigéria e Madagáscar, o técnico nacional considerou que a presença de uma seleção organizadora torna a missão mais exigente, tendo em conta que apenas uma equipa se qualifica diretamente.
“Era uma situação que não desejávamos, pois vamos ter pela frente uma seleção anfitriã. Isso torna a nossa missão mais difícil, mas não impossível”, declarou Emiliano Té.
Ainda assim, o selecionador mostrou-se confiante no potencial da equipa e garantiu que os Djurtus vão encarar os jogos “com coragem, serenidade e confiança”.
Segundo o técnico, a Guiné-Bissau já conhece bem a Nigéria, adversário com quem já se defrontou anteriormente, enquanto as restantes seleções serão analisadas pela equipa técnica.
“No futebol, não há impossíveis. Tudo é possível”, sublinhou, destacando a qualidade do plantel.
Té assegurou que o grupo dispõe de jogadores capazes de competir com qualquer seleção africana.
“Temos atletas de alto nível, preparados para enfrentar qualquer adversário. Os jogadores sentem-se motivados quando defrontam grandes seleções”, afirmou.
Os jogos de qualificação serão disputados em três janelas internacionais da FIFA, entre setembro de 2026 e março de 2027. A primeira decorrerá entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026, seguida da segunda, de 9 a 17 de novembro, enquanto as jornadas decisivas estão marcadas para 22 a 30 de março de 2027.
Para o selecionador, este calendário permitirá uma preparação adequada da equipa.
O técnico reconheceu que iniciar a campanha em casa seria uma vantagem, mas garantiu que a ambição passa por vencer independentemente do local dos jogos.
“Sabemos que será difícil, mas não apenas para nós. Também será para os nossos adversários”, afirmou.
Emiliano Té aproveitou ainda para deixar claro que as portas da seleção continuam abertas a todos os jogadores guineenses interessados em representar o país.
“As portas estão abertas a novos e antigos jogadores. Queremos dar oportunidades a todos os que tenham vontade de representar as cores nacionais”, disse.
Por fim, apelou ao apoio da população, lembrando que os Djurtus já superaram desafios em campanhas anteriores.
“Somos um povo lutador. Acredito que podemos fazer ainda melhor. Peço à população que continue a apoiar e a acreditar que é possível”, concluiu.
O Campeonato Africano das Nações 2027 será organizado conjuntamente pelo Quénia, Tanzânia e Uganda.
Por: Tiago Seide
















