Ilídio Vieira Té: “Dados do recenseamento não terão fins fiscais nem judiciais”

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, assegurou, esta segunda-feira, 1 de junho de 2026, que os dados do IV Recenseamento Geral da População e Habitação não terão qualquer finalidade fiscal, policial ou judicial, garantindo que todas as informações recolhidas serão estritamente confidenciais e protegidas por lei.

Ilídio Vieira Té afirmou que nenhum país pode planificar adequadamente o seu futuro sem conhecer, com rigor, a sua realidade demográfica, social e habitacional.

O chefe do Governo sublinhou ainda que nenhum Executivo consegue construir escolas, hospitais, centros de saúde, estradas, sistemas de abastecimento de água, programas de emprego ou políticas habitacionais sem dispor de informações fiáveis sobre a população que serve.

O Primeiro-Ministro falava na cerimónia de abertura oficial do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, ocasião em que destacou que o recenseamento representa um investimento direto no futuro da Guiné-Bissau.

O governante salientou que, desde o último censo realizado em 2009, o país registou mudanças significativas na sua dinâmica populacional, incluindo diferentes fluxos migratórios, novas necessidades sociais, desafios económicos e crescentes exigências de desenvolvimento.

“É com elevado sentido de responsabilidade e profundo compromisso com o futuro da Guiné-Bissau que participo nesta cerimónia de lançamento oficial da fase principal do IV Recenseamento Geral da População e Habitação. Trata-se de um acontecimento de importância histórica para o nosso país. Mais do que uma simples operação estatística, este recenseamento constitui um dos mais relevantes instrumentos de soberania nacional, de planeamento estratégico e de modernização do Estado. É através dele que a nação se conhece melhor e se prepara para responder de forma mais eficaz aos desafios do desenvolvimento”, afirmou.

Ilídio Vieira Té advertiu que o país precisa de dados atualizados que permitam ao Estado tomar decisões fundamentadas e garantir que os recursos públicos sejam aplicados onde são mais necessários.

Segundo explicou, o recenseamento permitirá responder a questões essenciais, como o número de habitantes, a sua distribuição territorial, as condições de vida das famílias, a composição da juventude, a situação habitacional e a evolução dos fenómenos migratórios internos e externos.

De acordo com o Primeiro-Ministro, essas informações serão determinantes para a elaboração dos futuros planos nacionais de desenvolvimento, bem como para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Ilídio Vieira Té esclareceu ainda que o recenseamento não tem qualquer finalidade fiscal, policial ou judicial, assegurando que todas as informações recolhidas serão estritamente confidenciais e protegidas por lei.

O chefe do Governo garantiu que nenhum dado individual será utilizado para fins que não sejam estatísticos, apelando, por isso, à confiança e colaboração dos cidadãos para receberem os agentes recenseadores e responderem com sinceridade e sentido de responsabilidade.

“Cada resposta representa um contributo para a construção de um Estado mais eficiente, mais próximo e mais capaz de servir os seus cidadãos”, sublinhou.

Na ocasião, dirigiu também palavras de reconhecimento aos milhares de agentes recenseadores, supervisores, técnicos e coordenadores mobilizados para esta missão nacional.

Por: Aguinaldo Ampa

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