COLIDE-GB considera injustificada prisão preventiva de Domingos Simões Pereira

O Partido da Convergência Nacional para a Liberdade e o Desenvolvimento (COLIDE-GB) defendeu, esta sexta-feira, 10 de julho de 2026, a libertação de Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Domingos Simões Pereira foi conduzido hoje às celas da Segunda Esquadra, por ordem do juiz Mamadú Embaló, que decretou a sua prisão preventiva.

Em reação à decisão judicial em comunicado consultado por O Democrata, o partido liderado por Juliano Augusto Fernandes, antigo procurador-geral da República, afirmou que o Diálogo Inclusivo Nacional (DINAC) “impõe-se, sobremaneira, hoje, mais do que nunca”.

A COLIDE-GB declarou que não vê fundamentos para a aplicação da medida de prisão preventiva. Segundo o partido, os objetivos que a medida cautelar visa salvaguardar “já estavam assegurados” durante o período compreendido entre novembro de 2025 e 10 de julho de 2026, bem como pelas condições a que Domingos Simões Pereira esteve sujeito desde 30 de janeiro de 2026.

De acordo com a formação política, por mais complexo que seja o processo, a legítima expectativa seria que, caso os indícios do alegado crime fossem consistentes, a acusação estivesse devidamente formada e o julgamento realizado. Em sentido contrário, entende que o processo deveria ter sido arquivado.

A COLIDE-GB sustenta que “nada justifica a situação prevalecente” e apela à restituição da liberdade de Domingos Simões Pereira, defendendo igualmente que o processo em curso seja concluído em estrita observância dos ditames da lei.

Por Tiago Seide

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