MALI: Rebeldes e jihadistas matam mais de 50 soldados em ofensiva no norte 

Pelo menos 50 militares malianos morreram num ataque contra um comboio do Exército no norte do Mali, numa das ações mais mortíferas sofridas pelas forças governamentais nos últimos anos. A ofensiva foi conduzida por combatentes da Frente de Libertação do Azawad (FLA) e por grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda.


O ataque ocorreu no sábado, 18 de julho de 2025, quando um comboio composto por militares do Exército maliano, mercenários russos e milícias pró-governamentais regressava da localidade de Anéfis em direção a Gao, a principal cidade do norte do país.A emboscada foi montada entre a zona pastoral de Tabrichaat e a localidade de Tarkint. Segundo relatos locais, os atacantes abriram fogo contra o comboio e avançaram rapidamente sobre as forças governamentais, apanhando-as de surpresa.

Durante os confrontos, uma aeronave das forças leais ao governo foi mobilizada para apoiar as tropas no terreno e realizou bombardeamentos contra posições inimigas. No entanto, as condições meteorológicas adversas dificultaram a precisão dos ataques, limitando a sua eficácia.Fontes militares e locais descrevem o balanço provisório como “muito pesado”.

Um responsável eleito da região norte, próximo da junta militar no poder, afirmou que mais de 50 militares perderam a vida e que pelo menos 24 pessoas foram capturadas pelos grupos armados.Além das perdas humanas, vários veículos foram destruídos pelo fogo e uma quantidade significativa de equipamento militar foi destruída ou apreendida pelos combatentes independentistas e jihadistas.

Num breve comunicado, o Estado-Maior das Forças Armadas do Mali confirmou que um dos seus comboios caiu numa emboscada, acrescentando apenas que “a operação de resposta está em curso”.

O norte do Mali continua a ser palco de intensos confrontos entre as forças governamentais, grupos separatistas tuaregues e organizações jihadistas, num conflito que se arrasta há mais de uma década e que tem agravado a instabilidade na região do Sahel.


Fonte: RFI

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *