A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Carmem Isaura Lobo de Pina, exortou os órgãos de comunicação social do país a pautarem a sua atuação pelo rigor no tratamento da informação e pela prática de um jornalismo não discriminatório, em conformidade com os princípios e valores da deontologia profissional.
A responsável falava esta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, na abertura oficial da campanha de informação para o referendo popular marcado para 30 de agosto, sob o lema “A decisão pertence aos guineenses”.
Na ocasião, Carmem Isaura Lobo de Pina lembrou aos diferentes intervenientes que as suas atuações devem permanecer dentro das “balizas eticamente consagradas”, assentes no respeito pelas leis da República, para que a campanha decorra num ambiente de respeito, diálogo e verdade.
“Que saibamos ouvir quem pensa diferente e colocar o interesse nacional acima das nossas diferenças”, apelou.
A presidente da CNE afirmou que a campanha de informação para o referendo popular, iniciada hoje em todo o território nacional, constitui uma oportunidade para que cada cidadão conheça as propostas em discussão, ouça opiniões diversas e forme a sua própria decisão de forma livre, consciente e responsável.
Carmem de Pina informou que, durante a campanha, serão esclarecidas todas as questões submetidas à consulta popular relativas à nova Constituição da República, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT).
Neste sentido, a responsável desafiou os cidadãos a absterem-se de linguagens e práticas suscetíveis de incitar o ódio, a intolerância e a desordem.
Na sua mensagem, destacou que o referendo é um “instrumento fundamental da democracia direta”, através do qual os cidadãos eleitores são chamados a pronunciar-se sobre matérias de relevante interesse nacional.
Segundo a presidente da CNE, a campanha em curso representa uma oportunidade para cada cidadão conhecer as propostas em debate, ouvir diferentes sensibilidades e formar a sua opinião de forma livre, consciente e responsável.
“A campanha para o referendo consiste na justificação e no esclarecimento da questão submetida à consulta popular, neste caso concreto, se concorda ou não com a entrada em vigor da nova Constituição da República, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição”, explicou.
De acordo com Lobo de Pina, em conformidade com a Lei do Referendo, de 16 de julho, Lei n.º 12/2026, a campanha deverá integrar conselheiros do CNT, organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos eleitores.
“A campanha do referendo, que hoje se inicia, convida os cidadãos a reforçarem a cultura da tolerância e da sã convivência, privilegiando a resolução dos diferendos através do diálogo, de forma honesta, franca e com respeito pelas diferenças”, assinalou.
Por: Filomeno Sambú


















