O presidente da Associação Guineense de Mini-Futebol (AMF-GB), Califa Soares Cassamá, apontou hoje como prioridades da nova associação desportiva a formação de quadros técnicos, a captação de novos talentos e a qualificação da seleção da Guiné-Bissau para a fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de Mini-Futebol, que será realizado na Guiné-Conacri, em 2027.
“Estamos a trabalhar num plano de desenvolvimento desta modalidade, porque se trata de uma prática ainda nova no nosso país. Por isso, é fundamental que as pessoas conheçam o seu funcionamento. Vamos iniciar com a formação de treinadores e árbitros. Numa segunda fase, realizaremos um torneio de deteção de talentos, que marcará o lançamento oficial da modalidade na Guiné-Bissau. O terceiro objetivo é garantir a participação da seleção nacional no CAN de Mini-Futebol 2027, que será disputado na vizinha República da Guiné-Conacri”, afirmou.
Cassamá anunciou ainda que, após a abertura do novo ano letivo, a organização irá contactar as escolas, através do Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, para promover campeonatos escolares.
“As escolas são fundamentais para a implementação desta modalidade. Por isso, contamos com o envolvimento dos estabelecimentos de ensino e das academias de futebol existentes em diferentes regiões da Guiné-Bissau”, declarou.
Soares Cassamá prestou estas declarações aos jornalistas no final da assinatura da escritura pública da associação, realizada no Cartório Notarial do Bairro Militar, em Bissau.
A formalização e o reconhecimento da associação pelo Estado são considerados um marco histórico para o desenvolvimento e a oficialização da modalidade na Guiné-Bissau.
Segundo explicou Cassamá, o mini-futebol é atualmente praticado de forma amadora, mas a Confederação Internacional de Mini-Futebol tem como principal objetivo a profissionalização da modalidade, que vem registando um rápido crescimento em África, impulsionado pela Confederação Africana de Mini-Futebol.
“O objetivo da Confederação Internacional de Mini-Futebol é profissionalizar a modalidade. Em janeiro de 2027 será realizado o Campeonato Africano de Mini-Futebol. Em setembro acontece o Campeonato Asiático da modalidade e, no próximo ano, está previsto o Campeonato do Mundo de Mini-Futebol. Já no dia 26 deste mês terá início o Campeonato Africano Feminino de Mini-Futebol, nos Camarões. Estamos preparados para cumprir os objetivos preconizados pela Confederação Internacional”, acrescentou.
Relativamente aos recursos financeiros para garantir a participação da Guiné-Bissau nestas competições, o presidente da AMF-GB recordou que o Estado guineense não financia atividades de caráter lúdico devido à legislação em vigor. Ainda assim, assegurou que a associação irá procurar apoio junto de instituições públicas e privadas para criar condições que permitam aos jovens aderirem à modalidade.
Além de Califa Soares Cassamá, antigo jornalista desportivo, a reportagem do Jornal O Democrata constatou a presença de várias personalidades nacionais integradas na associação. Entre elas destacam-se Suleimane Dabó, antigo futebolista e comentador desportivo; João Bernardino Soares da Gama, presidente da Federação de Luta Livre da Guiné-Bissau; e Mário João Lopes Ferreira, antigo árbitro de futebol e atual diretor-geral da Escola Nacional de Educação Física e Desportos (ENEFD), entre outras figuras nacionais.
Recorde-se que a Guiné-Bissau participará, pela primeira vez, no Campeonato Africano das Nações de Mini-Futebol de 2027, na Guiné-Conacri, integrando o Grupo F, juntamente com Senegal, Sudão e Ilhas Maurícias.
Por: Alison Cabral


















