Central Sindical vê na nova Constituição uma oportunidade para reduzir dificuldades dos trabalhadores

O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Laureano Pereira da Costa, apelou à participação massiva da população no referendo nacional marcado para o próximo dia 30 de agosto.

Laureano Pereira da Costa fez este apelo na manhã desta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, durante uma conferência de imprensa realizada na sede da UNTG, em Bissau, para analisar e apresentar a posição da central sindical sobre o referendo nacional e os seus possíveis impactos na classe trabalhadora.

Segundo o secretário-geral, que lidera uma das alas da UNTG defende o voto no “Sim”, considerando os benefícios que a nova Constituição da República poderá trazer aos trabalhadores.

“Desde 1996, a Guiné-Bissau tem vivido um ciclo de instabilidade política e governativa, que se reflete negativamente não só na população em geral, mas também na classe trabalhadora. O regime semipresidencialista não favorece o contexto político guineense”, afirmou.

Laureano Pereira da Costa sustentou que a adoção de um regime presidencial poderá contribuir para uma maior estabilidade política e governativa, com efeitos positivos na melhoria das condições de trabalho e no aumento dos salários.

O dirigente sindical afirmou ainda que existem, na função pública, quadros superiores que recebem cerca de 50 mil francos CFA por mês. Na sua perspetiva, a estabilidade política e governativa poderá favorecer a melhoria salarial, atrair investimentos, estimular a criação de empresas, reduzir o desemprego e a pobreza, além de aumentar a capacidade de poupança dos trabalhadores.

“A nova Constituição da República vai minimizar o sofrimento da classe trabalhadora”, declarou.

O secretário-geral da UNTG lamentou também a situação dos jovens com formação superior que permanecem desempregados, considerando que a responsabilidade por esta realidade recai sobre a classe política.

Por sua vez, o secretário nacional de Higiene e Segurança Social da organização, Domingos Samí, afirmou que, com a nova Constituição, o Presidente da República passará a tomar posse perante o Tribunal Constitucional, à semelhança do que acontece em vários países.

Domingos Samí reconheceu, contudo, que a campanha de sensibilização sobre o referendo, em curso em todo o território nacional, ainda não conseguiu alcançar toda a população.

Defendeu igualmente a redução do número de deputados, argumentando que a medida poderá permitir a canalização de recursos destinados ao Parlamento para outras prioridades do Estado.

Por: Natcha Mário M’Bundé

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *