O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) e a Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD), de Dakar, Senegal, lançaram, esta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, o projeto “Mapeamento de Sítios e Monumentos Arqueológicos Ameaçados de África”.
A iniciativa foi apresentada no âmbito da assinatura de um acordo de cooperação cultural, educacional e científica entre o INEP e a UCAD.
Nos termos do acordo, as duas instituições comprometem-se a desenvolver atividades conjuntas de investigação, promover a partilha de experiências e a mobilidade de investigadores, bem como organizar seminários, simpósios e conferências.
O projeto tem como objetivo identificar e inventariar sítios e monumentos arqueológicos na Guiné-Bissau, integrando o programa “Mapeamento dos Sítios e Monumentos Arqueológicos Ameaçados de África” (MAEASaM), cuja primeira fase foi implementada no Senegal entre 2021 e 2024.
De acordo com as informações apresentadas durante a cerimónia de lançamento, o projeto terá uma duração de dois anos e contempla, entre os seus principais objetivos, a digitalização dos arquivos patrimoniais da Guiné-Bissau e a criação de uma base de dados dedicada aos sítios e monumentos arqueológicos do país.
A iniciativa prevê ainda a utilização de tecnologias de teledeteção para a identificação, documentação e monitorização de sítios históricos e do património cultural guineense.
Na ocasião, o coordenador do projeto, Augusto Barreto, destacou a importância da iniciativa, sublinhando que permitirá criar uma base de dados abrangente sobre o património histórico e cultural nacional.
Segundo o responsável, trata-se de uma iniciativa inédita na Guiné-Bissau, que possibilitará a investigadores, artistas e ao público em geral o acesso, através da internet, a informações sistematizadas sobre o património nacional.

Augusto Barreto adiantou ao jornal O Democrata ainda que, durante os dois anos de implementação do projeto, serão documentados monumentos e locais históricos de todo o território nacional, incluindo patrimónios registados durante o período colonial e outros que nunca chegaram a ser oficialmente inventariados.
A expectativa é que, até ao final do projeto, sejam documentados cerca de dois mil bens patrimoniais, entre monumentos, sítios arqueológicos e locais de interesse histórico e cultural distribuídos pelas diferentes regiões da Guiné-Bissau.
Com a conclusão dos trabalhos, investigadores, artistas e cidadãos terão acesso a uma plataforma digital que reunirá informações sobre o património histórico e cultural do país.
Por: Carolina Djeme

















