Dirigentes do PRS acreditam em reconciliação antes das eleições

O porta-voz de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), Ancelmo Mendes, anunciou que os dois grupos do partido, liderados por Félix Nandungue e Fernando Dias da Costa, estão a trabalhar para reconciliar dirigentes e militantes antes das eleições simultâneas.

Falando aos jornalistas esta terça-feira, 8 de setembro de 2026, após uma reunião da direção liderada por Félix Nandungue, o porta-voz afirmou que o processo de reconciliação em curso é “algo inevitável”.

“É o nosso desejo. Pensamos que a reconciliação vai acontecer antes das eleições, porque as duas partes têm interesse e vontade de que isso aconteça”, declarou Ancelmo Mendes.

Segundo o dirigente, o encontro realizado na residência do presidente do partido, em Bissau, serviu para refletir sobre a situação do PRS e preparar estratégias para enfrentar os desafios futuros.

Questionado sobre a renúncia à militância por parte de alguns dirigentes e membros do partido, Ancelmo Mendes afirmou que o PRS tem experiência na gestão deste tipo de situações.

O porta-voz sustentou que, apesar dos desafios internos que o partido enfrenta, a organização continuará a desempenhar o seu papel político como sempre fez.

“No passado, também lidámos com situações de renúncia. O PRS, o nosso grande partido, está ao serviço da nação”, enfatizou.

Referindo-se à história do partido, Mendes recordou o antigo líder Kumba Yalá.

“Kumba Yalá, quando liderava o partido, também passou pela mesma situação e soube enfrentá-la. Ele dizia que o partido é como um toca-toca: quando desce um passageiro, sobe outro. Portanto, vamos continuar a trabalhar para que esta iniciativa de reconciliação se torne uma realidade”, assegurou.

Ancelmo Mendes salientou ainda que cada cidadão é livre de filiar-se num partido político ou de renunciar à sua militância, tratando-se de uma decisão individual.

Por fim, destacou que o PRS é um partido histórico da democracia guineense e mantém o seu compromisso com a nação.

Por: Natcha Mário M’Bundé

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