Centro de Saúde de Gã-Mamudo pede reforço de pessoal e maior adesão ao pré-natal

A enfermeira-chefe do Centro de Saúde de Gã-Mamudo, no setor de Mansoa, região de Oio, Rosália Catame, alertou para os riscos associados aos partos realizados em casa e apelou às mulheres grávidas para procurarem os serviços de saúde.

Em entrevista à Rádio Popular, Rosália Catame afirmou que algumas mulheres da comunidade continuam a dar à luz em casa, sem o acompanhamento de profissionais de saúde.

Segundo a responsável, a prática de partos domiciliares aumenta o risco de complicações, nomeadamente hemorragias e infeções, que podem colocar em perigo a vida da mãe e do recém-nascido.

Por isso, defendeu que as grávidas recorram ao centro de saúde para realizarem o parto em condições seguras e com assistência qualificada, garantindo maior proteção durante o nascimento do bebé.

Rosália Catame chamou igualmente a atenção para a importância do acompanhamento pré-natal, apelando às mulheres para iniciarem as consultas atempadamente, sem esperar pelos últimos meses da gestação para procurar os serviços de saúde.

O Centro de Saúde de Gã-Mamudo, localizado no setor de Mansoa, norte da Guiné-Bissau, presta cuidados de saúde primários e serviços de primeiros socorros. No entanto, enfrenta desafios estruturais significativos, sobretudo a escassez de profissionais de saúde e o combate contínuo ao paludismo.

De acordo com a enfermeira-chefe, o paludismo continua a ser a doença mais frequente e com maior impacto na unidade sanitária. Os profissionais de saúde têm reforçado os apelos à população para a utilização de mosquiteiros impregnados distribuídos pelo Ministério da Saúde Pública e para a procura atempada de diagnóstico e tratamento.

Outro dos principais desafios do centro é a insuficiência de recursos humanos. Os técnicos de saúde têm vindo a solicitar ao Governo e ao Ministério da Saúde Pública o reforço do efetivo colocado na secção, de forma a responder às necessidades da população.

Devido à limitada capacidade de internamento e à falta de meios de diagnóstico mais avançados, o centro assegura sobretudo a estabilização inicial dos doentes. Os casos mais graves, incluindo fraturas e traumas resultantes de acidentes rodoviários, recebem os primeiros socorros em Gã-Mamudo e são posteriormente transferidos para o Hospital Setorial de Mansoa.

A unidade sanitária participa ainda nas campanhas nacionais de registo civil e em programas de nutrição e suplementação infantil apoiados por parceiros internacionais, mantendo níveis de subnutrição aguda relativamente controlados em comparação com outras zonas do país.

Por: Filomeno Sambú

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