O Alto Comando Militar da Guiné-Bissau anunciou que Umaro Sissoco Embaló não poderá regressar, para já, ao país, alegando a inexistência de condições de segurança para garantir o retorno do antigo Presidente da República. A decisão foi tomada após uma avaliação da situação política, social e securitária nacional.
Num comunicado consultado por O Democrata, o Alto Comando Militar afirma que, após avaliar a conjuntura nacional e o atual quadro de segurança, concluiu que “não estão, por enquanto, reunidas as condições de segurança necessárias para garantir o regresso ao território nacional do antigo Presidente da República, senhor Umaro Sissoco Embaló”.
Segundo os militares, a medida é justificada por razões de segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social.
O comunicado reafirma igualmente a manutenção das medidas de segurança adotadas no âmbito da Transição Política, incluindo as restrições à realização de manifestações, concentrações e outras formas de aglomeração com fins ou natureza política, até nova decisão das autoridades competentes.
O Alto Comando Militar adverte ainda que qualquer ato de desobediência ou incumprimento das determinações anunciadas será da inteira responsabilidade dos seus autores, sem prejuízo das consequências legais previstas nas normas em vigor.
Por outro lado, os militares apelam ao sentido de responsabilidade cívica da população guineense e solicitam a colaboração da comunidade internacional, do corpo diplomático acreditado no país, das organizações da sociedade civil, das confissões religiosas e das autoridades tradicionais na preservação da paz, da estabilidade, da ordem pública e da segurança nacional.
Na nota, o órgão militar exorta ainda todos os cidadãos e instituições a evitar atos suscetíveis de provocar perturbações da ordem pública ou situações de confrontação e instabilidade, defendendo que prevaleçam a serenidade, a disciplina e o respeito pelas orientações das autoridades competentes.
Por: Tiago Seide


















