O antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, apelou à calma dos seus apoiantes e reafirmou a intenção de concorrer às eleições presidenciais marcadas para dezembro, após o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública anunciar que, por razões de segurança, ainda não estão reunidas as condições necessárias de segurança para o seu regresso ao país.
Numa mensagem publicada na noite de quinta-feira, 1 de outubro de 2026, na sua página do Facebook e consultada pelo Jornal O Democrata, Embaló pediu aos seus simpatizantes e à população em geral que mantenham a serenidade e evitem quaisquer atos suscetíveis de provocar instabilidade, insegurança ou confrontos.
A reação surge após os militares anunciarem que, “por enquanto, não estão reunidas as condições de segurança necessárias” para garantir o regresso do antigo chefe de Estado ao território nacional. O retorno de Embaló estava previsto para domingo, 4 de outubro.
Atualmente em exílio político em Rabat, capital de Marrocos, desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, que anulou as eleições gerais realizadas três dias antes, Embaló afirmou respeitar as decisões das autoridades, reiterando o compromisso com a paz, a estabilidade e a ordem pública.
“A nossa luta deve continuar a ser uma luta pacífica, democrática e respeitadora da lei”, declarou.
O antigo Presidente sublinhou que a vida humana deve prevalecer sobre qualquer ambição política e pediu aos seus apoiantes que demonstrem civismo e responsabilidade. Segundo afirmou, espera que as autoridades judiciais apreciem a sua candidatura com imparcialidade, independência e respeito pelos princípios da justiça.
Embalo defendeu ainda que a Guiné-Bissau deve preservar a paz, reforçar a estabilidade política e social e assegurar igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos.
Apesar das restrições impostas ao seu regresso, manifestou confiança de que a situação será ultrapassada e garantiu que permanecerá “firme, paciente e determinado” na prossecução dos seus objetivos políticos por vias pacíficas.
Por: Assana Sambú


















