A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, Yassenia Ibrahim, afirmou esta terça-feira, 6 de outubro de 2026, que a transformação da Guiné-Bissau não será possível sem a participação efetiva das mulheres no desenvolvimento do país.
A governante falava na abertura do II Fórum Nacional de Liderança Feminina, Participação e Transformação Social, que decorre em Bissau entre os dias 6 e 7 de outubro, sob o lema “Mulheres, Liderança, Participação e Transformação Social: da Agenda Regional às Prioridades Nacionais”.
Yassenia Ibrahim defendeu mais investimento nas mulheres, considerando que investir na sua capacitação significa investir na comunidade, na economia, na paz e no futuro do país.
A ministra sublinhou ainda que a igualdade de género não deve ser vista como uma luta das mulheres contra os homens, mas sim como uma responsabilidade coletiva que exige o envolvimento de homens, jovens, líderes tradicionais e religiosos.
Por sua vez, a representante residente do PNUD, Alessandra Cassazza, lembrou que as mulheres representam cerca de 52% da população guineense, mas continuam sub-representadas nos espaços de decisão. Segundo referiu, ocupam apenas 17% dos cargos ministeriais e lideram apenas 7,5% das empresas no país.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Bubacar Turé, defendeu uma reflexão sobre a eficácia da Lei da Paridade, aprovada em 2018. Na sua opinião, a legislação permitiu avanços, mas ainda não garante uma representação efetiva das mulheres nos centros de decisão.
Turé alertou igualmente para os desafios económicos enfrentados pelas mulheres, que continuam a encontrar obstáculos no acesso ao crédito, à formação, às tecnologias, aos mercados e à proteção social.
Já a presidente da Plataforma Política das Mulheres (PPM), Silvina Tavares, destacou a importância do fórum como espaço de diálogo entre o Estado e a sociedade civil para a definição de políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade de género.
Por: Aguinaldo Ampa


















