O pacto rubricado pelo Partido da Renovação Social vai, sem sombra de dúvida, afundar mais este país na crise política iniciada pelo Presidente da República. Ao assinar o dito memorando com o novo indigitado Primeiro-Ministro, Baciro Dja, o PRS não só contribuiu em afundar a crise vigente como também colocou um carimbo preto na trajectória da formação política criada por Kumba Yalá. Alberto Nambeia, tentou fintar todo o mundo, mas acabou por dar tiro no próprio pé. Este autêntico pacto de “diabo” não terá pernas para andar.
É incompreensível que após três sucessivas “moções de confiança” a favor do anterior governo, o último ocorrido a menos de um mês, o PRS, possa efectuar uma viragem a 360 graus, evocando o argumento de pretender “salvar o país” como motivo de apoio ao novo executivo. Com esta decisão o PRS quis deixar o povo guineense perceber que o seu apoio indefectível ao governo de Domingos de Simões Pereira não passava de um simples paranóia politiqueira? Será que o PRS quer realmente o bem-estar e a estabilidade para a Guiné-Bissau ou está ao serviço de interesses ocultos de um grupinho de dirigentes?
A quem convence o argumento de “salvar o país” através da integração a um governo cujo destino encontra-se ainda entre as mãos dos magistrados do Supremo Tribunal de Justiça? Como quer o PRS incarnar os valores de paz e estabilidade sem se interessar pela observância da legalidade, cordão umbilical da democracia e fundamento da unidade nacional?
Como quer o PRS ser alternativa ao PAIGC enquanto utiliza os métodos antidemocráticos que sempre caracterizou o partido libertador ao logo da nossa história política?
Sobre a viagem à Gâmbia, os dirigentes renovadores até agora não se dignaram explicar aos guineenses o porquê desta espontânea viagem na casa de um conhecido ditador que nada tem o oferecer à Guiné-Bissau, em termos de cultura democrática.
Onde está a famosa ideia do pacto de estabilidade que Nambeia e seus companheiros haviam iniciado com o PAIGC e restantes partidos da plataforma parlamentar guineense? A deslocação a Banjul teria mudado tudo?
A actual direcção do PRS traiu não só seus militantes mas também ao sofrido povo guineense que já vinha registando sinais positivos e encorajadores de um partido responsável com futuro. O PRS tinha “tudo” para se tornar num partido alternativo e à altura de concorrenciar o seu eterno adversário político e tentar projetar um horizonte risonho para o país. Este sonho está doravante comprometido com a posição forjada pelos oportunistas ao serviço de interesses particulares.
O PRS, face à ausência de coerência política gritante no império financeiro, afundou a crise política iniciada pelo primeiro magistrado do país, José Mário Vaz. A grande verdade é que Nambeia e seus colaboradores directos não quiseram entender que o PRS não tem condições políticas para viabilizar um projecto governamental sem a bênção do partido vencedor das últimas legislativas, o PAIGC. Qualquer tentativa de impor solução contrária ao espírito da legitimidade imprimida nas urnas tem um nome: golpe de Estado. Quer o PRS ser parte do problema ou da solução?
Por: Redação






















A ver vamos, dianti ki kaminhu
Imaturidade no campo politico….. Nanbeia, bai baquia porco bo!!!
“salvar o país” ou salvar as suas contas? Que tristeza estava indo num bom caminho até aparecer este maldito pacto agora agravaram a vossa situação sem perceber
O PRS PARECE NAO TER UMA MATURIDADE AINDA NA POLITICA, O PROBLEMA VIGENTE DENTRO DO PAIGC, DEVIA SER APROVEITADO
PRS, para encher os bolsos, alinha até com diabos.