GUINÉ-BISSAU ESPERA BENEFICIAR DE FUNDO DA UE PARA ÁFRICA

A secretária de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzy Barbosa, disse hoje esperar que o país, enquanto participante no processo de Rabat, seja “incluído nos planos dos projetos de países vizinhos”.
“O principal trabalho é continuar a diplomacia com os responsáveis da UE para que a Guiné-Bissau, enquanto país recetor e também país de trânsito de alguns migrantes”, alvo de pesca ilegal e “a sofrer com a saída massiva de jovens”, sobretudo das zonas do interior, disse.
“Não há uma mão-de-obra válida, por isso seria importante um apoio a nível da agricultura para que possamos ter projetos que incentivem os jovens a manterem-se no local”, disse.

Portugal vai contribuir com 250 mil euros para o fundo de mais de 1,8 mil milhões de euros de apoio de emergência da União Europa (UE) a África, no contexto da crise dos refugiados.

Este apoio europeu foi denominado como “Fundo de Emergência de Apoio para a estabilidade e para combater as causas profundas da migração irregular e deslocados em África”.

O fundo destina-se à região Sahel (Burkina Faso, Camarões, Chade, Gâmbia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal), aos países do Corno de África (Djibouti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia e Uganda) e ao Norte de África (Marrocos, Tunísia, Líbia e Egito).
No entanto, outros países vizinhos podem ser elegíveis para receber dinheiro. A oficialização do apoio financeiro aconteceu esta manhã no segundo e último dia da cimeira euro-africana sobre migrações, a decorrer em Malta.

 

Por: Redação
Odemocrata/Lusa

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