ELEIÇÕES GERAIS E MOTORIZADAS DE RAMOS-HORTA

O Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau teve um gesto nobre, na passada quinta-feira, dez de abril, de oferecer à imprensa pública e privada nacional equipamentos para poder fazer face à cobertura das eleições Gerais de 13 de Abril.

A cerimónia decorreu no Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), em Bissau,sob batuta do próprio José Ramos-Horta acompanhado pelo Diretor-Geral da Comunicação Social, Humberto Monteiro, Diretores dosMedia nacional e representantes da sociedade civil.

Para nós os homens dos Media era genial a ideia de alguém, como José Ramos Horta, se lembrar que a imprensa, a visão pobre da democracia nacional, precisava de equipamento para poder afirmar a sua independência face aos tubarões dos partidos e dos candidatos políticos às eleições gerais de 13 de Abril.

Até aqui tudo bem!Mas quando se fala do critério utilizado para atribuir aos Media nacional os referidos equipamentos, levanta-se a dúvida ou melhor há Media mais guineenses que outros. Ou ainda há Media com processo e outros sem processo. Infelizmente alguém bem situação na nossa sociedade de comunicação encarregou-se, como sempre, a moda guineense, de se intrigar para excluiros jornais menos guineenses como “O Democrata”, por exemplo, cogitando ao Gabinete de José Ramos Horta que O Democrata tem um processo no Tribunal. Com quem? Quando? Sobre o quê?  Nós não sabemos! Estranho!Mas o certo é que Gabinete de José Ramos Horta nos transmitiu a mensagem de que não fomos contemplados porque temos um processo no Tribunal. Mas, Tribunal donde? dos Estados Unidos? O que vem provar mais uma vez como é que os guineenses são capazes de se matarem uns aos outros por uma migalha de pão sem razão de ser.

Reserva-se agora a’O Democrata o direito de processar este poderoso homem dos Media nacional que define a estrutura das ofertas das Nações aos Media público e privados na Guiné-Bissau. Porque a questão agora não se coloca, se O Democrata foi ou não contemplado com o donativo de José Ramos Horta. O que está em causa agora é a nossa imagem de um jornal credível e que o homem forte dos Media nacional quer destruir. Lembramos, ao estimado leitor d’ODemocrata que,apesar várias investigações que o Jornal tem publicado, ninguém se atreviu ainda em intentar uma queixa judicial, pelo que sabemos, contra O Democrata; devido ao tratamento jornalístico rigoroso de notícias que publicamos. Não será fácil destruir a imagem de O Democrata,porque os nossos leitores estão muito atentos às manobras de pessoas sem escrupulos que querem por tudo e por nada denegrir a nossa caminhada no novo campo de jornalismo sem visão de “tarimbas” de rio geba que recorrem às fontes de informações de “canhacracia” para sustentar a seleção e produção de uma notícia. Podem intrigar com toda a comunidade internacional, mas os nossos leitores sabem que andamos há tempo nisto de jornalismo com honestidade e dignidade. Não queremos ganhar nada a custa dos nossos colegas de profissão e nem a custa de qualquer outra pessoa desta patria de Amílcar Cabral.

António Nhaga

Director-Geral

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