Crise política: PRESIDENTE DA REPÚBLICA AUSCULTA SOCIEDADE CIVIL

O Chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, recebeu hoje, 25 de janeiro 2016, líderes da sociedade civil no quadro da auscultação às forças vivas do país sobre a atual situação da crise política que assola o a Guiné-Bissau

O presidente da República, manifestou, aos diferentes membros da Sociedade Civil, a sua disponibilidade e garantiu usar toda a sua influência na busca de solução para a crise que abala o país.

LIGA GUINEENSE ESTÁ PREOCUPADA COM O “DESVIO DA LEI” NO PAÍS

Presidente da LGDH, Augusto Mário da Silva

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Agosto Mário da Silva disse hoje, que a organização que dirige está muito preocupada com a situação do “desvio da lei” que se verifica no momento, porque “a Guiné-Bissau é um Estado de Direito Democrático”.

Agosto Mário da Silva falava a’O Democrata à saída da  audiência de auscultação com o Presidente da República, José Mário Vaz.

“Manifestamos a nossa preocupação sobre a deliberação da Assembleia Nacional Popular, que a viola a lei. Também a atitude dos contestatários de assumir a direção da Mesa do Parlamentar é uma violação da lei”, observou o ativista.

Augusto Mário daa Silva informou que receberam a garantia da parte de Chefe de Estado, José Mário Vaz, que lhes deixa confiante na resolução da actual situação política.

MOVIMENTO DE SOCIEDADE CIVIL PEDE JOMAV A ENCONTRAR SAÍDA SOBRE A CRISE  

Jorge Gomes, presidente do Movimento da Sociedade Civil

O presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Jorge Gomes, disse a’O Democrata que apelaram o Presidente José Mário Vaz para usar todas as suas prerrogativas para resolver a actual situação de crise, tendo em conta a campanha de comercialização da castanha de cajú que está quase a iniciar.

Jorge Gomes manifestou a preocupação da sua organização face à crise política persistente.  “Se a crise continuar até o início da campanha de caju (melhor período económico do país), então muitas famílias terão problema”.

 

PLATAFORMA DE SOCIEDADE CIVIL PEDE DIÁLOGO ENTRE AS PARTES

Vençã Mendes, presidente da Plataforma de Sociedade Civil

Vençam Mendes, presidente da Plataforma Nacional das Organizações da Sociedade Civil para a Paz, Democracia, Cidadania e Direitos Humanos, exortou o Presidente da República no sentido de continuar a primar pelo diálogo inclusivo entre as partes desavindas para chegar a um consenso, a fim de salvaguardar o interesse superior da Guiné-Bissau.

Vençam Mendes apontou o diálogo como solução para as duas situações de conflito que se registam no momento, tanto a nível do parlamento como no seio do partido PAIGC.

 

MIGUILAN APELA JOMAV PARA GARANTIR A ESTABILIDADE E SEGURANÇA NO PAÍS

Nelvina Barreto, Representante de MIGUILAN

A representante do Movimento “Mindjeris de Guiné No Lanta” (MIGUILAN), Nelvina Perreia Barreto, explicou na sua declaração aos jornalistas que o Presidente José Mário Vaz garantiu-lhes que tudo fará na perspetiva de assegurar a estabilidade e segurança do país.

“Transmitimos as nossas preocupações ao primeiro magistrado da Nação, sobre atual situação da crise política e de lhe encorajar no sentido de usar as suas influências para que todas as decisões sejam tomadas na base do respeito à constituição e às leis da república”, contou.

ASSOCIAÇÕES JUVENIS RECOMENDAM AO PR DIÁLOGO NA BASE DAS LEIS

Em representação de associações juvenis, António Nabituque, presidente do Conselho Nacional da Juventude, disse que aconselharam o Chefe de Estado a priorizar o diálogo como forma de resolver os problemas porque o país tem as suas leis e regras que regem o seu funcionamento.

De referir que o Presidente da República, José Mário Vaz, vai prosseguir com a audição amanhã (terça-feira) dos partidos políticos sem assento no parlamento no período de manhã. Já no período da tarde será a vez das formações políticas com o assento no parlamento, designadamente, União para Mudança (UM), Partido da Nova Democracia (PND), Partido da Convergência Democrática (PCD), Partido da Renovação Social (PRS) e Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

 

Por: Aissato Só     

 

 

 

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