Um especialista guineense em Agrometeorologia, Francisco Dias, avisou esta quarta-feira, 25 de maio, que as mudanças climáticas verificadas nas atmosferas e danos provocados nas florestas pelas pessoas, podem colocar a Guiné-Bissau em uma situação de perigo e de ameaça cada vez mais à desertificação.
O perito sublinha ser urgente a necessidade de se acionar os mecanismos legais contra a corte desorganizada da floresta com vista a pôr cobra à situação.
“O deserto avança cada vez mais. Durante o período do dia, a temperatura sentida oscila entre cinquenta a setenta graus centígrados, enquanto à noite faz-se no deserto frio negativo. Portanto, tudo isso são sinais de desertificação”, indica.
Apesar de atraso da chuva na Guiné-Bissau, o especialista em matéria da meteorologia aponta o próximo mês de junho como mês de abundância em água proveniente da chuva.
De acordo com Francisco Dias, a previsão sazonal habitualmente feita nos meados de maio, neste ano só vai ser publicada no próximo dia 2 de junho, acrescenta, sublinhando que, “todo o atraso na chuva é resultante de efeitos negativos do homem sobre a natureza”, uma situação que “a Guiné-Bissau não foge à regra”.
O atraso na publicação das previsões, segundo o especialista, tem ainda a ver com a finalização de alguns resultados referente à precipitação climática do mês de maio em curso. Contudo, fala de sinais de presença da chuva na zona sul do país.
Por: Filomeno Sambú





















