PM Aristides Gomes: “SE A GREVE DOS PROFESSORES FOSSE PURAMENTE SINDICAL, JÁ TERÍAMOS AS ESCOLAS DO PAÍS ABERTAS”

O Primeiro-ministro, Aristides Gomes, afirmou esta quarta-feira, 05 de dezembro de 2018, que se as reivindicações dos professores fossem greves puramente sindicais, as escolas públicas do país estariam abertas. Assegurou que “se houver más intenções com cunho político, é impossível controlar a situação das greves no setor educativo”.

Aristides Gomes falava aos jornalistas depois de ter sido interpelado pelos deputados da nação sobre a situação da greve no setor educativo bem como do processo de recenseamento eleitoral em curso no país. O Chefe de executivo estava acompanhado de onze (11) membros do governo na sessão parlamentar.

O chefe do executivo guineense disse à imprensa que não compreende a motivação que levou os professores a prosseguirem com a onda de greves nas condições difíceis em que se encontra o país, tendo frisado que o governo que dirige fez um aumento salarial na função pública bem como engajou-se em pagar os salários atrasados progressivamente. Mesmo assim continua a ver professores que não querem trabalhar.

“Estamos a tentar fazer o nosso trabalho e pensamos que razoavelmente estamos a conseguir alguma coisa, nomeadamente a estabilização social do país ao mesmo tempo, organizar o processo eleitoral para que possamos ir às eleições com maior tranquilidade. Vamos continuar a negociar com os sindicatos pedindo que sejam razoáveis para que as dívidas anteriores não venham a paralisar o clima de estabilidade que estamos a construir neste momento”, exortou Aristides Gomes.

Relativamente ao processo de recenseamento eleitoral, Aristides Gomes assegurou que quando se ultrapassa os 90 por cento de recenseados da população estimada, pode-se dizer que  estão reunidas as condições para terminar o recenseamento. Contudo sustentou que “a pressão feita pelos partidos políticos em relação ao processo obrigou o governo a aumentar um bocadinho os dias para recensear o máximo de potenciais eleitores”.

“Nós pensamos que ultrapassamos os 90 por cento, já atingimos uma barra extremamente favorável para a realização das eleições livres, justas, transparentes e inclusivas”, afirmou o primeiro-ministro.

 

 

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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