Covid-19: MÉDICO REVELA QUE O HOSPITAL NACIONAL ESTÁ SEM OXIGÉNIO E NEM VENTILADOR PARA CASOS GRAVES

O diretor do serviço do bloco operatório do hospital nacional Simão Mendes, Malam Sabali, revelou que o estabelecimento está sem oxigénio devido a avaria na fábrica há muito tempo, como também não dispõe de nenhum aparelho de ventilador para os doentes graves com problemas de respiração aguda, tidos como um dos sintomas em pacientes do coronavírus.

O jovem médico clínico geral lembrou que, de acordo com as estatísticas sanitárias a nível mundial, 14 por cento dos doentes infetados por coronavírus (Covid-19) apresentam manifestações clínicas graves e  geralmente quatro (4) por cento desenvolvem problemas severos que requerem o internamento urgente na Unidade dos Cuidados Intensivos (UCI).

Sabali fez estas revelações na sua página oficial na rede social Facebook, na qual levanta interrogações sobre a capacidade técnica e de recursos humanos da unidade de cuidados intensivos de adultos do Hospital Simão Mendes, para atender eventuais casos graves que poderão aparecer nos próximos tempos, dado que o número dos infetados têm aumentado a cada dia no país.

Referiu que o primeiro doente grave registado acabou por morrer em menos de 48 horas.

“É momento de prepararmo-nos para situações mais graves, pelo contrário, todos os casos graves que aparecem terão a mesma sorte que o primeiro”, advertiu o diretor do serviço do bloco operatório, para de seguida exortar o governo que é urgente equipar o serviço da unidade dos cuidados intensivos do Hospital Simão Mendes com ventiladores, como também proceder à reparação de fábrica  de Oxigénio e do sistema de canalização de Oxigénio.

Sabali pediu ao executivo que adote o plano de formação e capacitação do pessoal médico e paramédico no domínio de uso de ventiladores, bem como de outros procedimentos obrigatórios do serviço de cuidados intensivos e o envolvimento da brigada médica Cubana no país. 

Assegurou que é urgente a compra de “consumíeis” incluindo os equipamentos de proteção individual em quantidade e qualidade suficiente assim como a compra de medicamentos essenciais de uso nos cuidados intensivos.

O urologista informou ao Democrata por telefone que é urgente acionar medidas de proteção essenciais para evitar a contaminação dos técnicos de saúde.

“É urgente equipar os técnicos e formá-los em como lidar com os casos, porque senão teremos problemas graves”, alertou Malam Sabali.


Por: Assana Sambú

One comment

  1. António Barbosa Demba Embaló disse:

    Sr Dr Sabali, como guineense estou triste com a dura realidade, mas mais triste fico com o lavar de roupa suja na comunicação social e nas redes sociais. O Tempo é de Acção e Não de Palavras.

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