A Pólvora já foi inventada há muito tempo, não há mais nada a inventar. A Guiné-Bissau não pode fugir esta regra de ouro. Não há, portanto, na visão de Zé-povinho de Bandim, mais nada a inventar nos Media nacional. Nós os homens dos Media domésticos devemos ter a consciência clara de riscos que corremos quando estabelecemos – é assim em qualquer país do mundo – uma relação de cumplicidade com um governo eleito democráticamente.
O Campo dos Media é um espaço de negociações permanentes entre vários Campos Sociais a procura de conquistar a palavra e a melhor posição social no Espaço Público de uma Nação democrática. Os homens dos Media devem conhecer melhor os limites de fronteiras das suas relações com um governo com fresca legitimidade popular.
Um homem dos Media, ao assumir ser conselheiro de um Ministro ou de um deputado, em nome de boa imagem de um país, vendeu a sua dignidade profissional no exercício da função da mediação simbólica dos Media na Esfera Pública. Aliás, a produção de uma informação social e global que espelha uma boa imagem de uma Nação não é estabelecer uma relação de cumplicidade entre os governantes, deputados e os homens dos Media.
No exercício da função de mediação simbólica de “Quarto Poder”, não pode haver uma relação de cumplicidade entre os homens dos Media, os Ministros e os deputados. Como dizia Everett Rogers, o pai da Comunicação para o Desenvolvimento, “ a Comunicação e o Desenvolvimento são dois elos idissociáveis e imprescindíveis ao crescimento económico como um dos factores das estabilizações dos países” democráticos. Portanto, a construção de uma boa imagem da Guiné-Bissau nos Media nacional não passa pela celebração de um contrato de cumplicidade entre o poder executivo e os homens dos Media.
O Ministro de Comunicação Social Agnelo Augusto Regala, como comunicólogo que é sabe melhor de que ninguém que a construção de uma boa imagem do nosso país passa inevitavelmente pela criação de uma estratégia nacional de Comunicação para o Desenvolvimento que nos permitirá instituir no Campo dos Media doméstico uma nova ordem de informação e de comunicação que proporcionará aos homens dos Media nacional a produção de conteúdos de comunicação perfeitos e direcionados aos imprescindíveis projectos públicos e de interesse nacional para o desenvolvimento da nossa querida Guiné-Bissau.
Qualquer estudioso dos Media para o Desenvolvimento sabe que a Estratégia Nacional de uma Comunicação para o Desenvolvimento de uma Nação reforça a consciência crítica e democrática da população na Esfera Pública. A construção de uma boa imagem de um país, como a nossa querida Guiné-Bissau, passa necessariamente pelo uso racional de ferramentas dos Media direcionadas para os propósitos nacionais e não de um contrato de cumplicidade com os governantes para produzir e vender pelo mundo fora uma imagem vulgar com estereótipos de sociologia espontânea de Comunicação para o Desenvolvimento.
Nós, os estudiosos das Ciências de Comunicação na Guiné-Bissau, devemos reconhecer e ter a consciência clara que as actuais ferramentas dos Media para serem utilizadas em benefício do desenvolvimento de uma Nação não deve haver cumplicidade que pode ser mais tarde explosiva e destruir, pura e simplesmente, a boa imagem que pretendemos oferecer ao mundo. Os homens dos Media nacional devem ter, no exercício da função de mediação simbólica do Campo dos Media, uma independência em matéria da fonte de informação muito importante para o nosso crescimento económico e para a construção da boa imagem da nossa querida Guiné-Bissau.
Na verdade, de acordo com a nossa visão dos Media domésticos, a construção de uma boa imagem do nosso país após de dois anos da transição política não pactuará com a celebração de contratos de cumplicidades com os dirigentes políticos que visa, por outras vias, controlar a circulação de informação relegando os homens dos Media nacional para o plano de “Quarto Silêncio”.
por: António Nhaga
Director Geral





















