ELSON D’ALMADA APRESENTA SEU LIVRO ‘NHA SUFRIMENTU’ EM BISSAU

O jovem poeta e ator guineense, Elson Cabral D’Almada apresentou, oficialmente, nesta sexta-feira, 21 de abril 2017 em Bissau, o seu primeiro livro de poemas intitulado “Nha Sufrimentu” – Minha Angústia, de 58 páginas.

O evento teve como palco central o espaço cultural ‘NAKASARTE’ no bairro de Alto Bandim, arredores da capital Bissau. Debaixo de mangueiras, os amantes de arte e cultura desfrutaram de um pouco de tudo: músicas ao vivo, numa apresentação do decano da música guineense Ramiro NaKa, mais tarde Mú Mbana deu também a sua contribuição acústica e jovem músico Vladimir Cabral que acompanhou com guitarra algumas pessoas que declamaram versos de poemas.

A obra foi apresentada pelo tenente-coronel Daba Naualna, que na sua visão, o livro do jovem escritor espelha a angústia que o país viveu e está a viver.

A obra literária que retrata histórias reais do autor, contou com o prefácio de André Mendes e posfácio de Rita Ié, foi lançado em Lisboa em 2016.

Em declaração a O Democrata, Elson Cabral D’Almada justificou que a escolha do título ‘Nha Sufrimentu’ deve-se a sua angústia em três momentos que lhe marcara na sua vida, nomeadamente, na família, o divórcio dos pais, quando ainda era uma criança;  sua angústia no namoro e seu sofrimento devido aos episódios negros do país, neste particular o autor do livro disse não ter nenhuma boa memória da Pátria de Cabral.

“Desde que nasci nesta Terra, nunca vi nada de bom neste país, ou seja, não tenho boa memória da Guiné-Bissau”, confessa o escritor licenciado em Ciência Política.

Para o apresentador do livro, Daba Naualna, trata-se de mais uma contribuição literária ajuda em elevar e enriquecer o património cultural guineense, acrescentando que a “literatura, a arte e a música, são repositórios da consciência coletiva”.

Para o presidente da Associação dos Escritores da Guiné-Bissau, Abdulai Sila, o lançamento de um livro tem sempre um significado especial para o país, sendo um momento de conquista e um tijolo colocado para erguer o edifício que é uma Guiné-Bissau de harmonia e culturalmente desenvolvida.

 

 

Por: Sene Camará

Fotos. Marcelo N’canha Na Ritche

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