Assembleia geral da FFGB: CANDIDATOS PROMETEM NOVAS INFRASESTRUTURAS E GARANTEM CONDIÇÕES PARA A SUSTENTABILIDADE DE CLUBES

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) realiza a sua assembleia geral ordinária no dia 25 de julho para a escolha de nova direção que durante os próximos quatro anos, estará àfrente da organização encarregue de gerir o futebol nacional. São no total seis candidatos que disputam a liderança da FFGB e todos foram já admitidos pela comissão eleitoral, designadamente: Manuel Irénio Nascimento Lopes (Manelinho), Fernando Tavares (Bene), Paulo Mendonça, Benelivio Nancassa Insali, Mutaro Barri e António Patrocínio.  

O Democrata ouviu esta semana os candidatos para debruçar sobre os próprios projetos para dinamizar o futebol nacional e sanar a questão das infraestruturas desportivas que é tida como um dos grandes “handicap’s” dos clubes. A maioria dos clubes da capital Bissau não dispõe de estádios próprios, sobretudo os chamados clubes grandes (Benfica de Bissau, Sporting da Guiné-Bissau, UDIB e Portos). Os restantes clubes da capital têm apenas campos pelados vedados com “krintins”. 

Os candidatos abordados pela nossa reportagem prometeram todos resolver o problema das infraestruturas desportivas e garantir a criação de condições necessárias para a sustentabilidade dos clubes, permitindo assim que tenham a capacidade financeira de se autofuncionarem, não ficardependentes de uma única pessoa (presidente de clube). A maioria defende a reforma administrativa e financeira na federação para servir os interesses dos seus associados e do futebol guineense, em particular.  

MANELINHO CRITICA FALTA DE COLABORAÇÃO DE SUSCESSIVOS GOVERNOS PARA DESENVOLVER O FUTEBOL

Manuel Irénio Nascimento Lopes (Manelinho) disse que a sua recandidatura a um terceiro mandato na Federação de Futebol da Guiné-Bissau é uma candidatura de inclusão e de realização de projetos, porque a direção cessante que liderou tem tido a possibilidade de desenvolver a sua diplomacia desportiva no exterior com muita facilidade, determinação e inteligência.

Apesar desta observação, Manelinho reconheceu que a nível local houve falhas que não podem ser atribuídas à sua direção, porque não teve suporte dos sucessivos governos para poder contornar a situação e, consequentemente, desenvolver o futebol caseiro.

O presidente cessante da Federação de Futebol da Guiné-Bissauapontou como três grandes desafios para o seu terceiro mandato a construção de infraestruturas desportivas, inclusão e diálogo. Ou seja, dar oportunidades aos clubes, uni-los e trabalhar em consonância com o governo, entidade que tem a política desportiva do país.

“Quer gostemos quer não, é a primeira vez que um governo coloca no seu programa de governação duas páginas a tratar do desporto nacional, portanto é inédito na Guiné-Bissau”, frisou, alertando que será necessário agora trabalhar a vertente económica para a sustentabilidade do setor.

Revelou que, recentemente, o país beneficiou de alguns projetos ligados à colocação de tapetes sintéticos em alguns estádios e a construção de centros de estágios, graças à diplomacia desportiva e a flexibilidade da sua direção. Tais projetos, segundo candidato, estariam em execução se não fosse a pandemia provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19).

O candidato revelou igualmente que a Federação tem à sua disposição seis milhões de dólares americanos (um fundo proveniente da FIFA) para criar infraestruturas desportivas no país e assegurou que um concurso público, com prioridades às empresas construtoras locais, será lançado para melhorar e colocar tapetes sintéticos em alguns campos, nas principais zonas do país.

“Por exemplo, numa das cidades da região de Oi. Canchungo, região de Cacheu, em Gabú no leste e um campo na zona sul, portanto antes do final do meu mandato vou construir no mínimo seis campos e no máximo dez”, afirmou.

Manelinho Lopes avançou ao jornal O Democrata que uma dassuas apostas é que no futuro a Guiné-Bissau tenha representação na CAF e trabalhar no desenvolvimento do futebol juvenil, porque “é nessa fase que nasce o poder do futebol”.        

Manuel Irénio Nascimento Lopes disse que está a concorrer à sua própria sucessão com muito orgulho, porque graças ao empenho, determinação e “trabalho duro” de três mandatos, a Guiné-Bissau conheceu novos paradigmas no futebol internacional.

“Antes, a Guiné-Bissau só conhecia a taça de Amílcar Cabral e outros torneiros realizados a nível da costa ocidental, nomeadamente: a taça da UEMOA, UFOA… “, referiu.

Reagiu com estranheza a certos retrocessos que o país conheceu nesse setor e disse não compreender porque é que países com menos capacidade em dinamizar o futebol conseguem projetar-se mundialmente ou a nível do continente e a Guiné-Bissau, com muitos talentos internos, não consegue nem sequer trabalhar para que seja vista como outros países. Lembrou que a sua primeira aposta foi trabalhar para atingir os objetivos e mostrar ao mundo que, realmente, a Guiné-Bissau é um país viável em termos de futebol.

“Desde a nossa independência, o que é que o país conseguiu no futebol como seu feito. Mas hoje minimamente somos temidos, graças ao empenho de todos os guineenses, não apenas de Manelinho. É orgulho e glória de todos aqueles que se posicionaram contra mim e contra a minha direção, porque contribuíram para o sucesso que o país conseguiu a nível do futebol”, realçou.

Manelinho disse que graças à “diplomacia desportiva agressiva”da equipa dos dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, que teve privilegio de dirigir, levou o país a ser chamado entre os melhores.

BENE CRITICA FALTA DE COMPETÊNCIA DA DIREÇÃO CESSANTE QUE IMPEDE O PAÍS BENEFICIAR DE FUNDOS DA FIFA

Fernando Tavares (BENE), candidato à liderança da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), acusou o Comité Executivo da direção cessante de falda da competência suficiente para mobilizar fundos, em dinheiro, que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) coloca à disposição das federações. Bene fez estas afirmações na entrevista ao nosso semanário para falar do seu projeto para dinamizar o futebol nacional e, consequentemente, resolver o dilema da sustentabilidade dos clubes, que se deparam com dificuldades económica e financeira, fato que os obriga a funcionar como propriedades dos dirigentes, não como uma indústria de futebol à semelhança de outros países do mundo.

Bene é um antigo futebolista que passou por várias equipas da capital. Trabalha agora como despachante muito conhecido na praça pública, decidiu concorrer à liderança da federação nacional.  O seu projeto desportivo aponta como prioridade a questão das infraestruturas desportivas e a reforma nas estruturas administrativas e nas finanças da federação.

Fernando Tavares assegurou que é lamentável que no século XXI, a Guiné-Bissau continue a ser um dos raros países em que ainda se encontram pessoas a jogar futebol na rua.

Sobre a situação das infraestruturas desportivas, explicou que a questão deve ser abordada de forma séria e responsável, porque “o Comité Executivo cessante não teve competência suficiente para beneficiar dos fundos que a FIFA coloca à disposição das diferentes federações”.

“Quando a FIFA disponibiliza esses meios, a federação deveria ter a competência suficiente para concorrer. Serviriam para a construção das infraestruturas desportivas. Com a minha liderança na federação de futebol guineense, vou criar uma equipa competente que dinamizará e organizará um concurso junto da FIFA para a recuperação desses fundos no sentido de começar um processo de construção e melhoramento dos estádios em todo território nacional”, espelhou.

Questionado sobre os mecanismos que irá implementar para resolver o maior dilema dos clubes, que é a questão da sustentabilidade e torná-los em verdadeira indústria de futebol, à semelhança de outras partes do mundo. Explicou que uma dasprioridades do seu projeto é a reforma administrativa e financeira, porque “não podemos compreender como é que o Comité Executivo cessante nos apresenta um balanço de contas de mais de 300 milhões de francos CFA, durante o seu exercício de 2019”. 

“Vimos que existe pessoal empregado na instituição que não paga imposto ao Estado, nenhum funcionário tem seguro de vida, nenhum clube beneficia de um apoio financeiro normal. Temos como prioridade uma reforma profunda da administração, finanças e a gestão dos recursos disponíveis para os clubes. Não podemos continuar a tolerar que nos clubes sejam os presidentes, mais um ou dois dirigentes a monopolizar tudo ou a tomar conta dos encargos financeiros dos mesmos, quando na verdade há fundos declarados e apresentados aos associados para serempartilhados pelos clubes no sentido de garantir-lhes maior consistência em matéria desportiva, como também na gestão interna”, assegurou.

Relativamente à necessidade de investimento no futebol nacionalpara fazer com que seja praticado em melhores condições, Fernando Tavares disse que a prática do futebol exige atualmente a construção de infraestruturas adequadas. Acrescentou que o país tem infraestruturas deficientes e enfatizou que no seu projeto, definiu a recuperação das infraestruturas degradadas e trabalhar para a construção de novos campos não apenas em Bissau, mas também em todas as regiões do país.

Lembrou que no orçamento apresentado pelo Comité Executivo cessante falou-se de futebol de praia, futsal, mas na prática essas modalidades não existem e “os fundos alocados a essas modalidades foram canalizados para onde?”, questionou.

“Temos que dar prioridade à seleção nacional, e temos que adotar um princípio basilar que é sermos apartidários para estarmos em condições de falar com o governo, independentemente do executivo em funções. Somos obrigados a falar com governo, partilhando as nossas preocupações e tentar buscar uma parceria obrigatória com ele, sendo entidade que garante a segurança às nossas equipas. Não podemos, de forma alguma, continuar amantermo-nos equidistantes do governo, só porque existe uma contradição em matéria de política ativa”, referiu.

Afirmou que será apartidário, se for eleito presidente da federação e que dará o seu total apoio ao governo que estiver em funções, mas “não quem eventualmente lhe venha a agradar”. 

“Temos que partir do princípio de que temos que criar as condições para os jogadores que vêm à seleção nacional para que possam servi-la e garantir que ninguém abandone a seleção em situações de revolta como aconteceu no passado”, enfatizou.

MENDONÇA: “É INADMISSÍVEL QUE EM PLENO SÉCULO O FUTEBOL CONTINUE SER PRATICADO EM ESTÁDIO PELADOS”

Contatado pelo jornal O Democrata, Paulo Mendonça, o candidato que lidera a lista de inclusão sublinhou que a sua candidatura é uma estrutura com pessoas que conhecem o setor e que não têm nenhum compromisso comprometedor que poderá colocar em causa o futuro do seu projeto desportivo. Mendonça apontou três aspetos fundamentais da sua candidatura que passa por reestruturar, formar para melhor competir e apostar na formação de todos os intervenientes ligados ao futebol. Ou seja, a reestruturação começaria, na sua visão, a partir das estruturas da própria Federação de Futebol da Guiné-Bissau, passando por clubes e até aos associados. 

Organizar a federação e fazer com que os clubes se organizemtambém da melhor forma possível, de acordo com as exigências da Confederação Africana de Futebol (CAF) e as da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA), surge como outro desafio de Paulo Mendonça. 

O candidato de inclusão defendeu na entrevista que é imprescindível e urgente pôr a medicina desportiva a funcionar em pleno, formar dirigentes desportivos e recrutar estudantes da Escola Nacional da Educação Física e Desporto (INEFD) para preencher as diferentes áreas do setor desportivo e fazê-lo avançar. Trabalhar na formação de diferentes camadas de formação, não só a nível dos clubes como na própria seleção e fazê-las a começar a funcionar e subir de nível gradualmente.

“A seleção tem a missão de mostrar aos clubes que é imprescindível fazer as camadas de formação funcionarem para criar sustentabilidade nos clubes, para ter uma equipa coesa e de qualidade”, notou.

Paulo Mendonça frisou que o campeonato não deve limitar-se apenas a Bissau, deve chegar ao interior do país e a todas as regiões e reativar outras estruturas e atividades ligadas ao deporto, envolvendo a própria Federação de Futebol da Guiné-Bissau e seus associados.

Sobre essa componente, Paulo Mendonça sublinhou que sua futura equipa técnica será responsável por fazer um levantamento exaustivo junto dos clubes de tudo que for necessário, das diferentes camadas de formação, nomeadamente: a camada feminina, as academias, os iniciados, infantis, júniores, juvenis e as escolinhas, como forma de fazê-las subir de etapa para etapa. 

Para dinamizar esse desafio, o candidato assegurou que se for eleito colocará à disposição de diferentes camadas de formação, a nível das seleções, as mínimas condições para que possam estar em condições de competir, como também trabalhar muito na formação de árbitros para que comecem a apitar ao mais alto nível, capacitá-los internamente através de formações pontuais da CAF e da FIFA e apostar igualmente nas capacitações extras de homens de apito.

Em relação às infraestruturas, Paulo Mendonça revelou que a sua candidatura tem um gabinete de planificação de projetos”convincente”, que trabalhará em consonância com a direção da Federação de Futebol que liderará, para dinamizar o futebol guineense e mobilizar fundos junto dos parceiros internos e internacionais para construir infraestruturas, porque é inadmissível que em pleno século o futebol guineense continue a ser praticado em estádios pelados e vedados em “kirintin”.

Promete, por isso, trabalhar com os clubes de futebol para projetar os seus jogadores ao mais alto nível e garantir que no futuro, a Guiné-Bissau tenha jogadores  com o nível competitivo igual ao do  Sadio Mané, Didier Yves  Drogba, Samuel Eto ̍o, André Onana, etc, bem como procurar as razões por que os jogadores guineenses não conseguem ter uma projeção longa na carreira futebolista  e um criar banco de dados dos jogadores para ter, no mínimo, um registo de jogadores, ” como acontece nos outros países”.

Paulo Mendonça criticou o que muitos chamam de maior dilema de futebol guineense, a sustentabilidade de clubes que têm funcionado como propriedade de uma pessoa ou de um grupo de pessoas (dirigente ou dirigentes), não como uma empresa. Neste sentido, apontou a criação de um sistema de funcionamento autónomo de clubes para fazê-los caminhar sem nenhuma dependência, organizá-los, vedar campos de todos os clubes, trabalhar seriamente nos projetos de tapetes sintéticos e fazer as pessoas voltarem a ver os jogos nos estádios.

“Imaginem, estamos num processo de eleições. Se um clube funciona sob a dependência de uma pessoa ou um grupo de pessoas é claro que será condicionado a fazer uma escolha por conveniência, não por convicção”, precisou Paulo Mendonça. 

PATROCÍNIO QUER INICIAR UM PROCESSO DE FUTEBOL COM CABEÇA, TRONCO E MEMBROS NA FFGB

Um dos candidatos à liderança da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, António Patrocínio Barbosa da Silva, revelou que pretende iniciar um processo com cabeça, tronco e membros, que leve a Federação Guineense a ser uma instituição com “alta ambição” capaz de permanecer no convívio das melhores 16 equipas da África.

António Patrocínio Barbosa da Silva disse que um dos desafios do seu projeto será a capacitação dos agentes desportivos para elevar os seus conhecimentos e melhorar as suas contribuições no cenário futebolístico nacional, através de parcerias estratégicas com organismos de naturezas diferentes, adotando os recursos humanos de valências que permitam enfrentar os desafios que a modernidade lhes impõe.  

Contatado pelo O Democrata para falar do seu projeto à liderança da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Patrocínio frisou que o seu projeto está assente em três linhas macro-componentes e o lema é “mudar com confiança”, alicerçado por um projeto de continuidade, receção e inovação, com um horizonte temporal de quatro anos. O projeto tem a sua sustentabilidade em três linhas que passam por garantir boa gestão, conhecimento e informação, crescimento e desenvolvimento do futebol guineense.

Questionado sobre que mecanismo pretende implementar para tirar os clubes do lamaçal em que se encontram e torná-los numa verdadeira indústria de futebol, à semelhança de outras partes do mundoAntónio Patrocínio Barbosa da Silva assegurou que se for eleito criará uma estrutura denominada “Comité de Urgência” que se encarregará de tomar decisões político-estratégicas do desenvolvimento do futebol nacional, limitando assim Comité executivo das suas funções próprias de executar as orientações do comitê de urgência. Outra aposta avançada será a de balizar e determinar a competência de ações do secretário ou secretária-geral, criando o posto de oficial administrativo, ou seja, um diretor executivo para assumir a componente dos recursos humanos e coordenar e gerir o programa para o contrato objetivo.

“Com esta nossa candidatura, fica aberta a todos que acham que a FFGB merece mais e melhor, a possibilidade de perpetrar uma mudança profunda no nosso mundo de futebol, neste momento particular da nossa história. A nossa opção está feita e só podia ser a primeira a fazer da federação uma grande e verdadeira instituição futebolística”, sustentou.

António Patrocínio da Silva deixou claro que vai fazer da FFGB uma instituição que garantirá que o país continue a disputar ou marcar presenças nas competições internacionais, trazer a massa associativa para dentro dos clubes e para as bancadas, ajudar os clubes a crescer com propriedade, garantir uma gestão próxima dos clubes, dando-lhes assistências para torná-las sustentáveis e rentáveis e para que possam criar os seus próprios projetos de desenvolvimento, sem, no entanto, depender apenas dos dirigentes.

O dirigente desportivo assegurou que é necessário avançar com reformas sérias em matéria de boa gestão para dar resposta aos problemas do passado e frisou que essas reformas precisam ser de natureza estrutural e cultural. Acrescentou que se for eleito presidente da FFGB irá canalizar toda a competência e energia para garantir que as reformas preconizadas sejam realmente implementadas e aplicadas com maior rigor e brevidade possível.

O responsável pela Programação, Associativismo e Licenciamento de Clubes na direção cessante sublinhou que uma das responsabilidades FFGB é fazer a pratica de futebol a nível nacional, assim “é preciso dar atenção ao futebol e assistir os clubes, elevando mais número dos clubes na competição nacional e garantir-lhes a participação na competição africana”. António Patrocínio afirmou que estará em condição, caso for eleito, de garantir dinheiro três vezes mais do que é dado atualmente pela FIFA e não permitir que a instituição se transforme numa entidade pedinte, porquê “a Federação guineense tem condições  de aumentar a receita interna três vezes mais do que é atribuído pela FIFA, basta criar as condições para transformar os clubes de maneira sustentável, elevando nível de premiação de 5 milhões para 50 milhões de francos CFA”.

“O montante de premiações no valor de 50 milhões não servirá para os clubes fazerem festas, mas sim, 15 milhões para as despesas do clube durante a época, 5 milhões seriam revertidos em equipamentos informáticos para o clube e os restantes 30 milhões passariam como garantia de passagens áreas para jogos de competição fora do país”, sustentou.

Sobre o campeonato nacional da primeira divisão, António Patrocínio Barbosa da Silva disse que a sua direção desenvolverá um programa de licenciamento de clubes em todo o território nacional em estreita colaboração com a Liga Guineense de Clubes de Futebol, com o intuito de melhorar e profissionalizar seriamente o futebol guineense.

BENELIVIO PROMETE CINQUENTA MILHÕES DE FCFA PARA O CAMPEÃO NACIONAL DA PRIMEIRA LIGA

Benelivio Cabral Nancassa Insali, um dos concorrentes à presidência da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, frisou que com a sua liderança a federação de futebol passará a trabalhar com um fundo de 300 milhões de francos CFA, disponibilizados anualmente pela FIFA e que do mesmo fundo será retirado o prémio para as equipas que disputam o campeonato nacional. Acrescentou que, através deste fundo prevê uma soma de 50 milhões de francos CFA para o campeão nacional da primeira liga e 250 milhões serão destinados para outras premiações.  

Solicitado a falar dos três principais eixos do seu projeto para dinamizar o futebol nacional, Nancassa Insali explicou que um dos três eixos fundamentais do seu projeto é a construção deinfraestruturas desportivas, tendo destacado a construção de três campos de relva sintética sem bancadas e garantiu que em quatro anos do seu mandato, caso seja eleito, construirá quatro campos de futebol, porque “a questão das infraestruturas é importante para o desenvolvimento de futebol nacional”.   

“Vou trabalhar com trezentos milhões de franco CFA, o campeão nacional da primeira liga vai beneficiar de 50 milhões de franco CFA. Os restantes 250 milhões serão colocados na mesa e discutir com os associados para atribuir outras premiações. Trabalharemos para o funcionamento do futebol salão, praia, júnior, juvenis, infantil e futebol feminino”, notou. 

Em relação à sustentabilidade dos clubes que se encontram emsituação da extrema pobreza, Nancassa disse que é da responsabilidade da Secretária de Estado de Desportos garantir o apoio aos clubes. Recordou que no país não existe a lei  base do desportivo. Contudo, disse que “não podemos esperar até que o governo reaja, vamos fazer isso através de seminários, formações e premiações, isso incentiva bastante”. 

“Com seminários e formações, os clubes poderão andar com os próprios pés, evitando a preocupação de todos, deixar os clubes no bolso de uma só pessoa. Vamos promover estágios de acordo com o rendimento dos atletas, por exemplo, um clube com melhor jogador da época, será atribuído uma bolsa ou estágio de formação. Perspetivamos no projeto, a premiação de jornalistas desportivos com um valor máximo de dois milhões de francos CFA, bem como usufruirão de estágio de capacitação de três semanas”, informou.

“Vou ser presidente da federação de futebol que não vai organizar o campeonato nacional, porque é da competência da Liga dos Clubes, mas vou dar toda a abertura para que seja realizado o campeonato da primeira, segunda liga como também a taça de liga. Vamos reestruturar a federação de futebol no que diz respeito aos estatutos, que tem muita vacatura, procurar patrocinadores, reabilitação de centro de estágio da seleção para que passa ser o quartel general da seleção nacional, evitando gastos de dinheiro em hotéis”, realçou.

Interrogado sobre as estratégias definidas no seu projeto que permitirão a criação de condições necessárias para a prática do futebol através em infraestruturas adequadas a nível do território nacional, disse que infelizmente o governo não tem a lei base para o desenvolvimento do desporto, em particular do futebol. Recordou que o Estado da Guiné-Bissau gasta mais de 200 milhões de francos cfa em emissão de bilhetes dos jogados da seleção nacional, no exterior para participarem nas provas internacionais da CAF e da FIFA.

“Se esse dinheiro for revertido para subvencionar os clubes, haverá competitividade no campeonato a nível interno, o número da emissão de bilhetes passará a ser menor e poderemos necessitar apenas de oito jogares para reforçar os que estão no país”, enfatizou. 

Candidato Mutaro Barri: Indisponível!


Por: Filomeno Sambú/Aguinaldo Ampa

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