Opinião: OITO ANOS DE LUTA DUMA VERDADEIRA ESCOLA

Há oito anos, não acreditava que podia fazer parte de um grande projeto, com enorme projeção mas aconteceu por acaso ou talvez não. O Jornal O Democrata foi uma etapa importantíssima da minha vida, ele ensinou-me para além dos conceitos jornalísticos. Sobretudo ajudou-me a crescer como ser humano.

O Democrata deu-me uma família e uma faculdade de vida, que prometo levar pela vida inteira. É uma indústria onde fui lapidado para que hoje seja capaz de explorar alguns géneros literários,  o jornalístico em especial, mas também outros géneros textuais  .


Lá aprendi que dinheiro não é tudo, apesar de necessário, mas mais importante que o dinheiro é a nossa vontade de lutar e de mudar o rumo das coisas, como temos vindo a fazer ao longo destes 8 anos. Aliás, não posso queixar-me, porque temos sempre uma boa referência do nosso lado, o meu é nosso mentor Professor António Nhaga, uma figura que, para mim é como um pai e melhor amigo, que já tive na vida.

Em cada elemento do jornal O Democrata, vejo um famíliar, não apenas um colega de trabalho. Aprendemos a viver em família e a valorizamos a diversidade de opiniões e de ideias…

O Democrata é para nós uma Universidade de Diversidades Cultural, Étnica e Religiosa: as nossas diferenças fizeram de nós a melhor família que já conheci. Para nós o importante é o ser humano, não as suas raízes, sua religião, sua pertença étnica ou suas ideias, mas sim as suas virtudes. O nosso foco é no lado melhor das pessoas e ajudar a atenuar das dificuldades que todos nós temos.


A Universidade Lusófona da Guiné abriu-me as portas do planeta, mas o jornal O Democrata deu-me o mundo, por isso, em cada conquista da minha vida lembro-me do meu primeiro dia naquela instalação como se fosse hoje. Foi uma surpresa agradável do Professor Nhaga, mas espero que ele não se tenha arrependido por ter apostado em mim para fazer parte dos pioneiros de O Democrata.


O Democrata despertou em mim o verdadeiro valor da solidariedade, do amor ao próximo e espírito de partilha. Ninguém se acha superior aos demais, apesar de termos as chatas: Aissatu Só e Epifânia Fernandes, as duas “Rainhas di Bianda”.


Com o nosso Chefe da Redação, Assana Sambú, descobri que liderar não é fácil. Ele é das pessoas que mais anima a redação, mas parece outra pessoa quando é hora de trabalhar. Ele sabe separar as águas.

Se um dia eu for desafiado a definir O Democrata, certamente que direi que é uma Grande Família que a vida me deu, a qual levarei até meu túmulo. O Democrata deu-me o mundo! Meu muito obrigado a todos os colegas que cruzaram ou partilharam comigo a redação do jornal O Democrata, durante estes 8 anos de luta e de muita aprendizagem. Sou e serei eternamente grato a todos vós.


Um agradecimento especial aos editores e a todos àqueles que tiveram a iniciativa de criar um jornal modelo para a Guiné-Bissau, que Deus vos abençoe imediatamente e sempre.



Por: SENE CAMARÁ

Jornalista | Licenciado em Comunicação Organizacional

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