Presidente do IMP: “SETOR MARÍTIMO É VULNERÁVEL À COVID-19”

O Presidente do Instituto Marítimo Portuário, Jorge Augusto Malú, afirmou esta quinta-feira, 13 de agosto de 2020, que o setor marítimo portuário nacional é vulnerável à pandemia provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19).

Jorge Augusto Malu fez essa chamada de atenção depois da entrega de um donativo composto por cinco mil (5.000) máscaras faciais, cem (100) baiões com torneiras, baldes, mil (1000) camisolas, cinquenta (50) caixas de lixívia, cinquenta (50) de sabão em barra, gel alcoolizado e luvas, doados pela organização não governamental Amigos Irmãos dos Homens do Mar (ONG AIRHOMAR), no âmbito do combate à Covid-19.

A ajuda decorre no quadro do projeto: covid-19 socorro de urgência para a prevenção contra a pandemia causada pelo coronavírus e deverá beneficiar 19 delegacias portuárias.

O Presidente do Instituto Marítimo assegurou que o donativo será bem administrado, visando melhorar e dinamizar as atividades de fiscalização marítima em tempos de Covid-19.  

Por sua vez, Januário José Biaguê, secretário executivo e coordenador do projeto da ONG AIRHOMAR, frisou que o projeto visa melhorar a qualidade de vida da população em geral, em particular a dos marinheiros nacionais e estrangeiros no concernente à assistência, à educação, à formação, à informação e à comunicação para o desenvolvimento integrado e sustentável do setor.

Na sua observação, isso implica promover a dignidade, os interesses e os direitos socioeconómicos e profissionais dos homens do mar.

Januário José Biaguê disse acreditar, por isso, que o projeto irá ajudar a população guineense a adotar, adequadamente, as medidas restritivas de prevenção, nomeadamente, a higiene individual e coletiva, o uso obrigatório de máscaras, o distanciamento físico, evitando atos que possam aglomerar pessoas como: as cerimónias fúnebres, o fanado e as manifestações culturais.

O secretário executivo e coordenador do projeto da ONG AIRHOMAR alertou que o setor marítimo guineense necessita de união de todas as das forças vivas da nação e dos seus parceiros de desenvolvimento para a sua reestruturação, com vista a repor a ordem, tornando-o mais vivo e dinâmico para poder corresponder às demandas da população.

“O porto de Pindjiguiti não pode ser abandonado, deve sim, constituir motivo de preocupação das autoridades nacionais em transformá-lo num museu para os estrangeiros visitarem e conhecerem melhor a história do massacre com o mesmo nome que vitimou, mortalmente, mais de cinquenta pessoas em protesto para exigir melhores condições salariais e de trabalho “, advertiu.

Neste sentido, lembrou que o setor marítimo continua a ser uma das áreas mais vulneráveis com uma vasta área de fronteiras perigosas, por isso deve merecer atenção especial do Estado da Guiné-Bissau, não só na proteção dos recursos do setor como também milhares de utentes que atuam nas diferentes atividades ligadas à área como a pesca industrial, a pesca artesanal e desportiva , bem como as atividades comerciais praticadas em todas as zonas portuárias.


Por: Noemi Nhanguan

Foto: N.N

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