MINISTÉRIO DAS PESCAS REFORÇA CAPACIDADE DO FISCAP PARA COMBATER A PESCA ILEGAL

O Ministério das Pescas entregou esta quinta-feira, 03 de setembro de 2020, vários materiais à direção da Fiscalização e Controlo das Atividades de Pescas (FISCAP) com o intuito de reforçar a sua capacidade no combate à pesca “ilegal e pirataria” que se registam nas águas da Guiné-Bissau.

Os materiais e equipamentos orçados em quase seis mil Euros, são constituídos por Régua Jean Crass, Compasso Direito, Cabo Roxa Port Carta Náutica, Rádio Portátil de VHF 411 PACK, GPS Pessoal Nava, Coletes Skopelos Salva Vidas. 

O Secretário-geral do ministério das Pescas, Maurício Sanca, afirmou na ocasião que a sua instituição pretende, com a iniciativa, reforçar não só a capacidade de fiscalização do FISCAP nas águas territoriais, mas também a de inspeção em matéria de fiscalização e cumprimento de normas e conformidades.

“O material entregue à FISCAP é para reforçar os mecanismos de fiscalização e controlo nos mares sobre a pesca ilegal e não regulamentada e pirataria. Por isso, faço apelo ao uso devido destes materiais” disse o secretário-geral, para de seguida informar que “o ministério das pescas está a redobrar os esforços para dotar os diferentes serviços de instrumentos e condições de trabalho, de forma a alcançar os objetivos definidos no quadro do programa setorial da Pesca”.

Por sua vez, o coordenador de FISCAP, Vladimir Djomel, afiançou que, doravante os técnicos estarão à altura de fazer uma fiscalização nas águas territoriais, informando que a pirataria nas águas territoriais diminuiu drasticamente nos últimos tempos na Guiné-Bissau.

“Desde que assumimos esta função, não prendemos nenhum barco pirata a pescar nas nossas águas. Todos os barcos presos são aqueles que possuem licença. Significa que a pirataria diminuiu drasticamente. Através da ativação dos postos avançados que temos em Caió, Cacheu, Bubaque tornou-se mais fácil controlar as nossas águas. O trabalho do FISCAP não é só de prender barcos e aplicar multas, mas também sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de conservar os nossos recursos pesqueiros” disse.

Assegurou, neste particular, que a fiscalização e o controlo dos mares do país não devem ser apenas da responsabilidade da sua instituição (FISCAP), mas também de toda a população guineense.

“A fiscalização dos mares deve ser da responsabilidade de todos os guineenses, porque nós, os cidadãos, colaboramos com as pessoas que praticam a pesca ilícita nas nossas águas territoriais. Nós é que as avisamos que uma equipa técnica do FISCAP vai fazer a fiscalização. Temos que ter a responsabilidade e saber que estamos perante um bem comum. Daí que convido a todos guineenses a participarmos no processo de conservação de nossos recursos para que, amanhã, possam servir a geração futura” insistiu.


Por: Tiago Seide

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