JUVENTUDE ISLÂMICA DOA SANGUE E APELA AO REFORÇO DA SOLIDARIEDADE

O coordenador da Campanha de Doação de Sangue da Juventude Islâmica  da Guiné-Bissau, Malam Braima Sambú, alertou que é preciso reforçar a promoção da solidariedade entre os guineenses e conservar “essa virtude que tem vindo a reduzir-se gradualmente”.

Malam Braima Sambu apelou hoje, 20 de novembro de 2020, aos jovens guineenses que assumam as suas responsabilidades perante a sociedade e para o bem-estar dos próximos, na medida das suas possibilidades. 

A campanha de doação de sangue promovida pela Comunidade da Juventude Islâmica (CNJI) em parceria com a Associação Juvenil para a Reinserção Social (AJURES) insere-se, segundo Sambú, no âmbito da missão desta organização no concernente à arrecadação de bolsas de sangue para doar a dois hospitais de referência de Bissau: o Hospital Nacional Simão Mendes e o Hospital Militar Principal. 

“Queremos promover o espírito de solidariedade na sociedade guineense e contribuir para minimizar sofrimento dos que precisam e que se encontram hospitalizados nos dois maiores centros hospitalares”.  

Para isso, exortou o governo a criar condições para subvencionar o serviço nacional de sangue por forma a mitigar vícios que foram instalados no sistema. Sambu explicou que o projeto está na fase de experiência, mas que terá uma dimensão regional. 

O diretor do Serviço Nacional de Sangue (SNS), Carlos da Costa, afirmou que o gesto da juventude islâmica irá minimizar os problemas das mulheres na maternidade, na pediatria e em alguns serviços da urgência.

“Serviço Nacional de Sangue (SNS) é pouco conhecido, porque há vários anos que funciona dentro do hospital Simão Mendes (HNSM), O banco de sangue do HNSM pertence ao SNS”, criticou.

O técnico do Hospital Nacional Simão Mendes defendeu que seria justo se Serviço Nacional de Sangue coordenasse os 14 bancos de sangue a nível nacional e organizar campanhas com ONGs e associações de doadores de sangue.

“Às vezes quando as ONGs pretendem apoiar ou doar sangue ao HNSM dirigem-se diretamente ao Banco do hospital, mas “é um procedimento errado”, disse.

Segundo dados apurados pelo O Democrata, a campanha prevê cento e vinte (120) bolsas de sangue, dobro da quantia doada em 2019. 


Por: Filomeno Sambú

Fotos: F.S

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