Central Elétrica de Bafatá: FUNCIONÁRIOS “VACINADOS” A SOFRER LEVAM MAIS DE CENTO E VINTE E QUATRO MESES SEM SALÁRIOS

Mais de três dezenas de pessoas, entre técnicos e pessoal administrativo, que constituem a equipa de funcionários da Central Eléctrica da região de Bafatá, levam cento e vinte e quatro (124) meses de salários em atraso, o que corresponde, na prática, a dez anos sem ordenados. A central, que conta no total com trinta funcionários “efetivos” e dez contratados e ainda assim, os chamados “efetivos” não têm nenhum vínculo com o Estado da Guiné-Bissau, mesmo aqueles que têm mais de trinta anos de serviço na central que começou a trabalhar em 1983.

A situação dos funcionários “vacinados a sofrer” foi revelada pelo seu porta-voz, que durante a conversa com o repórter de O Democrata, a 9 de abril de 2021, criticou também a má gestão da central elétrica por parte dos sucessivos diretores financeiros. Os funcionários da central eléctrica da segunda maior cidade do país criticaram ainda o governo central, que acusam de preocupar-se apenas com a Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), que fornece energia eléctrica só para a capital Bissau e de ter abandonado as regiões à sua sorte.

A central elétrica de Bafatá tem uma capacidade de um mega e meio, de acordo com os dados e conta com setecentos consumidores inscritos. Segundo os técnicos que trabalham naquela central elétrica, a capacidade da central é muito superior ao número de consumidores, por isso o rendimento da central não chega nem a cinquenta por cento das verbas disponibilizadas para a compra de combustível e suportar outras despesas para o seu funcionamento. 

Outra preocupação levantada pelos responsáveis da central tem a ver com a rede elétrica da cidade de Bafatá, que dizem estar totalmente danificada e registam-se frequentemente corte e roubo de cabos.

FUNCIONÁRIOS DENUNCIAM FALTA DE SALÁRIOS E MÁ GESTÃO DA CENTRAL ELÉCTRICA

Em reação, Adulai Candé, porta-voz do sindicato dos funcionários da central elétrica de Bafatá, revelou que depois do conflito político militar de 7 de junho de 1998, o setor de Bafatá ficou por dez anos sem conhecer e nem sentir o sabor do que é viver com a energia elétrica.

Perante essa situação, disse Adulai Candé, os funcionários decidiram reunir-se para solucionar o problema da energia em Bafatá. Frisou que na sequência dessa reunião, o grupo de trabalhadores que decidiu pôr a central a funcionar, fez um empréstimo de sete milhões de francos CFA para comprar combustível e reparar o motor russo que estava prestes a avariar.

“Depois veio um grupo… Mas mesmo assim continuamos empenhados com a nossa iniciativa de autogestão, embora sem apoio de terceiros”, frisou e disse que, no âmbito da iniciativa de autogestão, conseguiram fazer funcionar a central elétrica durante seis anos, e depois o governo julgou que era necessário nomear um delegado regional da energia, um cargo que não existia, porque tradicionalmente quem geria o setor da energia a nível das regiões era o administrador provincial da energia, não delegado da energia.

“O pior de tudo é que a pessoa nomeada não é da área” explicou, para de seguida, acrescentar que desde a nomeação do atual delegado regional da energia, começou-se a registar falta de salários, falta de transparência e de registo de documentos para comprovar as receitas e as despesas mensais.

“E quando pagam, apenas metade do salário mensal de cada funcionário é recebido”, notou e disse que atualmente têm em atraso de onze meses de salários por liquidar, sem contar com os dez anos de salários, o que eleva a dívida para 124 (cento e vinte e quatro) meses de salários em atraso.

Adulai Candé afirmou que os últimos acontecimentos que envolveram, ou melhor, que colocaram em choque a comissão de gestão, o delegado regional e o sindicato dos trabalhadores da energia do setor de Bafatá, surgiram a partir do momento em que o governo nomeou um delegado regional da energia para Bafatá, que acusa de desconhecer a área da energia, da má gestão e de desobediência aos conselhos dos técnicos que, há trinta anos, trabalham na central elétrica de Bafatá.

“Aliás, não se trata até de má gerência, mas sim de desconhecimento total da área. Quem não conhece uma determina área não pode geri-la. Como pode exonerar uma pessoa que há trinta e cinco anos trabalha na central elétrica de Bafatá, sem criar-lhe condições para que possa sobreviver?! Além das exonerações arbitrárias, a equipa do delegado regional para energia em Bafatá disse que éramos muitos na central, mas fez entrar para a estrutura mais cinco pessoas da sua conveniência. Mas somos apenas trinta e três efetivos e dez contratados, o que originou a falta de pagamento de salários e as reuniões às vezes não chegam ao fim, a desconfiança é total”, relatou.

Denunciou que o sistema montado pela atual direção levou muitos consumidores a decidirem ficar sem luz elétrica, porque” quando se fazem cobranças coercivas de luz, com forças policiais, amedrontamos as pessoas e mais, cobra-se até meses que os consumidores não usufruíram da luz elétrica”.

Segundo Adulai Candé, o fornecedor de combustível era Selo Bari, mas com a nova regência Selo Bari foi afastado do processo de que fazia parte na antiga direção e criticou que não é justo que a central elétrica de continue a trabalhar com apenas dois ou três tambores de combustível ou através de pequenos empréstimos só para fazê-la funcionar um dia.

O também diretor técnico da central da energia de Bafatá, que trabalha há mais de trinta anos na central, revelou que o consumo mensal é de quarenta e dois mil e novecentos litros de combustível, o que correspondia a vinte milhões e quatrocentos mil francos CFA, na antiga tabela da EAGB que não existe atualmente, porque o governo decidiu simplesmente acabar com essa tabela.

“Perante esta situação, como é possível funcionar? Os clientes acabaram por abandonar os serviços que fornecíamos.”, esclareceu e frisou que a dívida total que a central elétrica de Bafatá tem com os fornecedores é de cento e vinte milhões de francos CFA devidos a BDU, Selo Bari, Selo Djaló e Botche Candé e mais salários de dez meses em atraso devidos aos trabalhadores e que a atual direção deve liquidar.

Adulai Candé, que desempenha as funções do responsável de produção da central elétrica de Bafatá e responsável de reparação das centrais eléctricas em todas as três províncias do país (norte, leste e sul), disse que o sindicato fez todas as diligências necessárias para que o delegado regional da energia fosse exonerado e se devolva a gestão da central aos trabalhadores, para o regime de autogestão em que se encontrava para que possam reconquistar o mercado e os consumidores como aconteceu nos primeiros seis anos anteriores, não conseguiram resultados positivos.

O sindicalista disse que já paralisaram por cinco vezes o funcionamento da central elétrica, mesmo assim não foram atendidos, como também o memorando de entendimento assinado com o governo não foi respeitado, portanto “estamos numa situação muito complicada e deplorável”.

“Em Gabú, por exemplo, a nova gerência da central elétrica local entrou em “vias de facto” com o sindicato e houve feridos. Pedimos à nova direção regional de Bafatá que nos faculte a lista de pagamento dos novos elementos, não o fez e como querem que a central elétrica funcione”, questionou e disse que a região de Bafatá carece da rede elétrica e que foram os técnicos que construíram a atual rede elétrica do setor, tendo lamentado os prejuízos que a situação provocou tanto nos trabalhadores como na vida da população, sobretudo das mulheres vendedeiras que conseguiam, através de pequenos, sustentar as suas famílias e pagar a escola aos seus filhos.

“Pode imaginar um funcionário a morrer por falta de dinheiro, a mulher de um funcionário morreu porque o marido não tinha dinheiro para comprar uma bolsa de sangue que pudesse salvá-la e como se não bastasse criaram divisão entre os trabalhadores e subornos, para fazer funcionar a central elétrica”, denunciou.

 A capacidade da central elétrica de Bafatá é, segundo diretor técnico, de 1.600 KWA, 1.6 MEGA.

ADMINISTRADOR: “CAPACIDADE DA CENTRAL É SUPERIOR AO NÚMERO DE CONSUMIDORES”

Interpelado pelo jornal O Democrata, Suandi Queba Dabó, administrador provincial da energia para a zona leste da Guiné-Bissau, informou que a situação de conflito que se registava à volta da gestão da central elétrica de Bafatá derivou-se da falta de diálogo, porque o setor da energia, em Bafatá, passou por momentos muito críticos, mesmo assim os trabalhadores e a direção provincial da energia conseguiram fazê-la funcionar nos primeiros momentos por oito anos, apesar das dificuldades sentidas na altura.

Suandi Queba Dabó explicou que a central elétrica conseguiu funcionar na altura porque todos estavam envolvidos na gestão da mesma, “havia transparência e diálogo permanente entre as partes envolvidas na autogestão, mas depois da nomeação de novos corpos (delegados regionais da energia), a situação gerou separação entre a direção provincial e regiões e conflito de interesses, porque “havia uma única direção provincial que coordenava Bafatá e Gabú”.

“Depois de desmembramento, passou a existir duas direções, uma que responde à região e a outra à província, o que gerou um mal estar entre as direções regionais e os trabalhadores das centrais eléctricas de Bafatá e Gabú”, sublinhou. Referiu que esse mal estar deveu-se à falta de informações credíveis e de gestão transparente, conforme têm reclamado os trabalhadores das duas centrais eléctricas.

“A própria produção estava muito baixa, portanto são entre outros fatores que provocaram todo este puxa-puxa entre trabalhadores e a direção regional da energia de Bafatá, a direção por sua vez foi imprudente e inflexível em resolver as exigências dos trabalhadores, alegando que não estava em condições de cumprir as reclamações dos funcionários da central elétrica de Bafatá”, notou. 

Suandi Queba Dabó revelou que estava e continua a estar em causa o pagamento de salários de cento e vinte e quatro meses em atraso, porque depois do conflito político militar de 7 de junho de 1998, a central ficou oito anos parada, portanto “a direção tinha uma dívida em carteira que deve honrar”.

“Quando assumimos a gerência da central em 2014, dávamos subsídios aos trabalhadores e em 2017 já pagávamos salários. Quase tínhamos toda a situação de salários controlada, embora continuássemos a dever o fornecedor”, relatou.

Segundo o administrador provincial da energia, o maior estrangulamento de todo o processo tem a ver com a falta de entendimento entre a nova direção e o antigo fornecedor da central elétrica de Bafatá, Braima Embaló (Selo) que tinha sido contratado pela antiga direção. 

“Selo compreendia a antiga direção, porque fazia parte da gerência, o que reforça o que disse anteriormente que havia total transparência. O fornecedor, a antiga direção e a administração provincial faziam parte da gerência e a coordenação dos valores era acompanhada de forma transparente por todos os envolvidos. O dinheiro que ia para o gasóleo e os salários eram controlados por todos, mas quando começou a não acontecer com a nova direção surgiram reivindicações logo”, notou e disse que vai continuar a exigir transparência na gestão da central elétrica, embora seja alvo de ameaças repetidas vezes, por altos responsáveis do ministério da energia, por ter tido uma posição diferente em relação à gestão da central elétrica.

“Por ter tido posição diferente dessa situação, deram-se duas opções; ou aceitar o sistema ou voltar para o ministério, mas a minha posição continua a ser a mesma. Não vou temer nenhuma ameaça, venha ela de quem vier. A minha preocupação sempre foi e continua a ser a mesma, porque é fundamental saber a quantidade do gasóleo recebido e dos quilowatts produzidos, as receitas e as despesas mensais”, indicou.

Queba Dabó defendeu que tanto o delegado regional quanto o administrador provincial da energia têm que ser pessoas da área que conheçam o sistema muito bem. Contudo, admitiu que a partidarização das instituições é uma das situações que tem complicado vários serviços como o da energia de Bafatá.

“Depois de ter sido cortado o acordo com o antigo fornecedor, o deputado Mamadu Selo Djaló, ficou uma soma avultosa por liquidar. Não posso avançar os números concretos da soma por falta de transparência. As remessas que nos facultaram, os valores que deram entrada e o que sobrou só seriam confiáveis se tivéssemos documentos comprovativos para confirmar os dados. Portanto, não posso ariscar falar dos valores porque não tenho documentos para comprová-los”, sublinhou.

O administrador da energia para a província leste afirmou que há falta de transparência na gestão dos assuntos da central elétrica de Bafatá, porque ” os dados estatísticos da energia desde a nossa administração estão lá bem conservados e a nova direção tem conhecimento dessas informações, portanto é importante situar as coisas muito bem”.

“A tesoureira da antiga direção era a presidente do sindicato. Se reivindicasse o problema de valores era colocada a par da situação, porque era quem ia ao banco, recebia dinheiro da caixa, ou seja, manejava tudo. Trabalhávamos com dois bancos. Se tivéssemos problemas de salário íamos ao banco fazer a descoberta para salvaguardar a situação e o próprio fornecedor injetava dinheiro à direção que depois era amortizado paulatinamente”, afirmou.

Suandi Queba Dabó avançou que outra situação que tem gerado pontos de vista diferentes sobre o setor da energia tem a ver com o fornecimento, por Botche Candé, de combustível à central elétrica de Bafatá a um preço que o produto é adquirido nas bombas de venda de combustível.  

“Na altura fui contra essa ideia, mostrei que era difícil porque não teríamos condições de reembolsar o valor necessário. Porque só no preço da EAGB, por exemplo, se consumir trinta e nove mil litros, mais de vinte e oito milhões, e se a sua faturação for de quinze milhões vai ter um déficit de oito milhões, sem contar com  riscos de não poder cobrar toda a faturação ao consumidores dentro do mesmo mês e cada vez que emite remessa continuará a endividar-se”, indicou Suandi Queba Dabó.

Para Queba Dabó, o maior estrangulamento tem a ver com a falta de diálogo entre a direção regional e os trabalhadores, porque “temos apenas duas estruturas, a direção regional e o administrador do setor da energia para a província leste”. O administrador da energia para a província leste revelou que neste momento a direção regional da energia funciona sem serviço de contabilidade, depois da exoneração da anterior tesoureira da antiga direção.

Avançou que depois da exoneração da tesoureira, o administrador do setor de Bafatá assumiu pessoalmente as funções da tesouraria, o que gerou maior estrangulamento no funcionamento da central.

O técnico da energia sublinhou que o ministério da Energia e Recursos Naturais tem que assumir a sua responsabilidade perante a situação da energia nas regiões, começando pela averiguação dos títulos emitidos junto do ministério das Finanças e as remessas das repartições do Estado num valor de cerca de oitenta milhões de francos CFA para pagar ao fornecedor e os salários dos trabalhadores.

Suandi Queba Dabó defendeu ainda a atualização de requisições para que cada região possa selecionar o fornecedor que a garanta confiança, com quem possa assinar um contrato de fornecimento de combustível, bem como envolvê-lo no processo de gestão para garantir maior transparência na gestão dos fundos.

“Que fique claro que não se pode funcionar com uma central térmica sem ter uma conta. Bafatá, por exemplo, tem problema de grupos de gerador e atualmente tem setecentos consumidores e tem um motor de um mega e meio a funcionar, o que significa que não vai render porque a capacidade do motor é muito superior ao número dos consumidores. Ou seja, vai funcionar vazio e nem cinquenta por cento vai conseguir recuperar. A rede elétrica da cidade de Bafatá está totalmente danificada e neste momento, depois dessa paragem forçada, temos problemas de corte de cabos o que significa que vamos continuar a ter problemas da rede elétrica em Bafatá”, assinalou.

O administrador provincial da energia para leste disse que o problema da falta do pessoal qualificado não deve ser tido ou tratado de ânimo leve. “É impossível ter funcionários que trabalharam desde a época colonial sem efetivá-los. O projeto dessa central elétrica de Bafatá começou nos anos 80 e terminou em 83. Foi inaugurada, salvo erro, a 23 de dezembro de 1983, mas até ao momento o pessoal que está lá não tem nenhum vinculo com o Estado. É incompreensível ouvir alguém dizer que não vai assumir a situação da dívida. Não pode ser porque foi enviado pelo Estado e como tal, essa pessoa deve assumir todas as consequências”, enfatizou Dabó.

Suandi Queba Dabó disse não compreender por que razão o governo consegue injetar milhões e milhões de francos CFA na EAGB, mas não o faz em relação às regiões. As informações apuradas no terreno indicam que os consumidores pagam mensalmente a luz elétrica a um preço de mais de trinta mil francos CFA em Bafatá.

JOVENS EXIGEM LUZ ELÉTRICA E REDUÇÃO DE PREÇO DE MAIS DE TRINTA MIL MENSAIS

Lassana Dabó, porta-voz do Movimento de Jovens Conscientes para o Desenvolvimento da Região de Bafatá, frisou que o seu movimento decidiu tomar parte na reivindicação do sindicato para exigir da atual direção regional da energia o fornecimento da luz elétrica em horas normais, a instalação de contadores pré-pagos nas casas dos consumidores e a redução do preço das faturas de mais de trinta mil para sete ou dez mil francos CFA.

“A nível mundial, a energia é mais cara em Bafatá do que qualquer parte do mundo. Será que Bafatá é uma república a parte da Guiné-Bissau?”, questionou e disse que não é possível aplicar uma taxa em Bissau e em Bafatá fazer diferente, porque “um consumidor em Bafatá com apenas quatro faróis e um televisor plasma paga mensalmente cerca de quarenta mil francos CFA. Se um quilowatt em Bissau custa oitenta francos CFA, por que razão Bafatá tem que pagar seiscentos e cinquenta francos CFA?”, questionou.

 O ativista social denunciou que no setor de Bafatá as clínicas médicas funcionam mais e com maior eficácia e em pleno do que hospital regional e as instituições regionais e acusou os médicos de prestarem mau serviço nos hospitais para poder mandar os pacientes para as suas clínicas.

“As receitas que podiam beneficiar o Estado são canalizadas para os cofres dos proprietários das clínicas”, denunciou.

Lassana Dabó alertou que a sua organização não vai parar de reclamar perante situações que põem em causa a vida da população, tendo sublinhado que depois de resolver ou encontrar soluções para o problema da energia no setor de Bafatá, a organização que representa desencadeará nova luta em relação ao setor da saúde.

O ativista critica a passividade da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) em relação à situação da energia na região de Bafatá.

“Mal engravidar uma rapariga, a primeira coisa que sai da sua boca quero que me leve à clínica de Dr. tal. Como é possível priorizar as clínicas em detrimento de hospitais ou ter materiais sofisticados nas clínicas e nos hospitais zero. Roubam do Estado para equipar as suas clínicas”, criticou e disse que situações como essa têm que acabar na região, tendo alertado que serão intransigentes e determinados nas suas reivindicações e atacarão de novo toda e qualquer situação que vai contra o desenvolvimento da região de Bafatá.         

Por: Filomeno Sambú

Foto: F.S

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