Cimeira da CEDEAO: O GUINEENSE MAMUDU JAU VAI ASSUMIR O CARGO DE COMISSÁRIO PARA EDUCAÇÃO

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, anunciou que o sociólogo e ex-diretor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) passaRá a assumir a função do Comissário da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a Educação, Ciência e Cultura, cargo que era desempenhado pelo falecido Leopoldo Amado.


Chefe de Estado falava aos jornalistas na tarde do sábado, 19 de junho de 2021, após o seu regresso de Acra, do Gana, onde participou na 59a sessão ordinária da CEDEAO na qual se debateram questões da reforma da organização, da política, da segurança, da economia com enfoque na moeda única e a situação política do Mali.


Embaló falou igualmente da sua visita oficial de três dias à República de São Tomé e Príncipe. Enfatizou a importância de visitas entre os chefes de Estados dos PALOP e que pode ser estendida à CPLP. 


Sobre a cimeira da CEDEAO, explicou que a Guiné-Bissau defendeu a reestruturação da organização de 15 para a sete (7) Comissários  e a representação de todos os países membros  nas suas diferentes estruturas.


“Países que não conseguiram ocupar lugares de Comissários poderão preencher vagas nas outras estruturas da CEDEAO” contou, para de seguida, frisar que foi abordada a situação do terrorismo que é um grande flagelo que tem abalado alguns países da sub-região.


“Falamos também da questão do fecho de fronteiras. A minha posição foi clara em relação a este assunto, porque a Guiné-Bissau não fechou as suas fronteiras e, aliás, o estatuto da CEDEAO proíbe de forma unilateral que um estado membro feche as suas fronteiras. A Guiné-Conacri fechou as suas fronteiras com a Serra Leoa, o Senegal e a Guiné-Bissau. O Presidente Alpha Condé pediu que os nossos ministros da defesa assinassem um documento para a reabertura das fronteiras, respondi-lhe que não estamos em guerra, porque  os que estão em guerra é que fazem acordos de cessar fogo através da assinatura de documentos. A nossa fronteira está aberta e não vamos fechá-la por muitas razões. O Presidente Conde tem a sua razão para fechar as fronteiras e está reabri-las hoje” disse.

Em relação à Guiné-Bissau, informou que foi abordada a questão da revisão constitucional que para os “chefes de Estados e do governo é imperativo fazer a revisão constitucional na Guiné-Bissau e adaptando a Constituição vigente à da sub-região”.

“Brevemente chegarão ao país especialistas da organização que virão reunir-se com juristas guineenses para analisar o sistema. O sistema que é desejado é um sistema da sub-região, mas o sistema que nós temos é semipresidencialista com pendor presidencialista que é diferente do de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, que também  já estão a falar da mudança. Nós já estamos muito avançados, de formas que estes especialistas virão analisar conjuntamente com juristas nacionais os trabalhos feitos”, explicou.

Assegurou que o antigo diretor do INEP vai ocupar o cargo de Comissário da CEDEAO para a Educação, Ciência e Cultura. Enfatizou que Jau tinha figurado na segunda posição no concurso feito pela CEDEAO para aquele posto, por isso a organização seguiu a regra e convidou o Mamadu Jau para ocupar a função.

No que concerne à situação do Mali, Embaló revelou que a decisão tomada pelos chefes de Estado é a criação de uma força militar (anti-golpe) liderada pela Nigéria e outros países mais fortes com o intuito de pôr fim à situação  de golpes de Estado a nível da sub-região. 

“Mali não pode ser deixado de fora com o seu problema, porque tem grande problemas do terrorismo e que pode sair do Mali e estender-se para outros países da sub-região”, frisou.

Por: Assana Sambú 

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