Secretário da Ordem Pública: “DESLOCAMENTO FORÇADO CAUSA INSEGURANÇA E BRUTALIDADE NAS PESSOAS”

O Secretário de Estado da Ordem Pública, Alfredo Malú, revelou na sexta-feira, 18 de junho de 2021, que os dados anunciados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados mostram que o deslocamento forçado de pessoas causa insegurança, violência, perseguições, a intolerância e a brutalidade.

Dados estatísticos indicam que, devido ao deslocamento forçado, mais de cento e setenta milhões  (170.000.000) de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas, metade das quais são crianças.

Alfredo Malú fez essa observação no âmbito da celebração do dia Mundial dos Refugiados que se assinala a 20 do mês em curso, na qual disse que a dimensão do sofrimento humano “é quase inimaginável” e que a reação do mundo é inquestionável.

O governante agradeceu o gesto do Alto Comissariado das Nações Unidas pelas “prestimosas ajudas ao país ao serviço dos refugiados e por continuar a assistir o Estado guineense para que este continue a servir os refugiados”.

Por seu lado, a chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados na Guiné-Bissau (ACNUR), Eunice Queta Esteves, revelou que o processo de naturalização dos refugiados na Guiné-Bissau, iniciado em 2018, encontra-se na fase de finalização.

Segundo Eunice Esteves, falta apenas concluir o processo de atribuição de documentos de identificação a cerca de dez mil refugiados registados e que reunem as condições para a obtenção da nacionalidade guineense, por naturalização através do regime especial, assinado em 2017 no Conselho de Ministros e aprovado por decreto presidencial, em 2018.

A responsável do ACNUR enfatizou que a Agência das Nações Unidas tem vindo a apoiar não só os cidadãos, bem como o governo através da criação de condições para uma maior aproximação, na construção de um edifício multifuncional para o ministério do Interior, em São Domingos, da casa da justiça em Ingoré e para o Ministério da justiça e Direitos Humanos.

Em reação à iniciativa, o presidente da Associação dos Refugiados Senegaleses na Guiné-Bissau, Youba Sanhá, agradeceu ao Estado e aos cidadãos guineenses pela forma como têm vindo a ser tratados.

Youba Sanhá confirmou terem já adquirido a naturalização, mas falta a documentação que lhes atestará como guineenses para se sentirem à vontade no solo da Guiné-Bissau.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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