Ministro de Agricultura: “TRANSFORMAÇÃO QUALITATIVA DA AGRICULTURA É INCONTORNÁVEL NA REDUÇÃO DA POBREZA E DA FOME”

O ministro de Estado, da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Marciano Silva Barbeiro, defendeu que a transformação qualitativa da agricultura é incontornável no contexto de busca de soluções para a redução da pobreza, da fome e do desenvolvimento socioeconómico.

O governante fez estas afirmações esta quinta-feira, 12 de julho de 2021, durante a cerimónia de apresentação da proposta do projeto de financiamento às atividades agrícolas aos parceiros do desenvolvimento que está inserido no Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar, com o propósito de dinamizar o setor agrário no quadro da implementação do Plano Nacional de Investimento Agrícola (PPNIA 2º Geração), que decorreu no Palácio do governo, em Bissau.

Silva Barbeiro disse que para atingir os objetivos do milênio e as estratégias políticas e do desenvolvimento, priorizou-se a intensificação e diversificação da produção agrícola e ações de ordenamento hidroagrícola nos diferentes ecossistemas agrícolas do país. Realçou também o fornecimentos de materiais e equipamentos agrícolas, sementes melhoradas para assegurar uma disponibilidade, o acesso e estabilidade de produtos da primeira necessidade, de forma a garantir a segurança alimentar e nutricional.

O ministro lembrou que o desenvolvimento do setor agrário da Guiné-Bissau está consagrado na Carta da Política de Desenvolvimento Agrário que tem como principais objetivos, garantir a segurança alimentar, aumentar a diversificação das exportações agrícolas, assegurar a gestão racional e preservação dos recursos agro-silvo-pastoris e melhoria de quadro de vida das populações rurais.

“O setor privado guineense deve assumir esse papel primordial, que lhe cabe, a fim de promover o investimento no sector agrário para que a economia se possa transformar e gerar empregos”, defende.

Em representação do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Mário Reis, explicou que desde a criação do Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar em 2011, foi iniciado a concessão de subsídios para o apoio do investimento na agricultura e segurança alimentar, mediante apresentação de propostas que consistem num processo altamente competitivo, no qual a Guiné-Bissau tem participado nos últimos anos e infelizmente sem sucesso. Alertou que é preciso ter em consideração as razões que estiveram na base do fracasso e trabalhar para a melhoria da proposta do país no sentido de poder ser selecionado ainda este ano.

“A FAO bem como todos os parceiros técnicos e financeiros, estão disponíveis como sempre para trabalhar de mãos dadas com o executivo guineense, criando sinergias e sistemas alimentares sustentáveis, eficientes, equitativos e inclusivos com vista a melhoria das condições de vida da população da Guiné-Bissau e a redução da pobreza”, garantiu.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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