VI Congresso do PRS : TREZE PRETENDENTES ENTREGAM CANDIDATURAS E A COMISSÃO SUSPENDE ATIVIDADES DEVIDO AO AUMENTO DE INFEÇÕES POR CORONAVÍRUS

A Comissão Organizadora do VI° Congresso do Partido da Renovação Social (PRS) recebeu treze dossiês de pretendentes candidatos à liderança da terceira maior força política no Parlamento guineense. Todas as atividades ligadas à realização do congresso foram suspensas devido ao aumento de casos da infeção por coronavírus (covid-19) na Guiné-Bissau, justificou a Comissão, em nota divulgada à imprensa na tarde de segunda-feira, 16 de agosto de 2021.

O PRS agendou o seu VI congresso para os dias 16 a 19 de setembro, no ilhéu de Gardete, arredores da capital Bissau, sob o lema “legado político do Dr. Koumba Yalá face aos desafios do desenvolvimento”.

Uma fonte junto à Comissão garantiu a O Democrata que a data do congresso não está em causa, mas diz: “vamos aguardar e acompanhar o evoluir da situação da pandemia no país”. O prazo da entrega das candidaturas terminou às 00horas de terça-feira 16 de agosto e a Comissão recebeu até à altura da suspensão das suas atividades (18h:30) 13 candidaturas para a liderança do PRS.

Os 13 pretendentes candidatos são: o Presidente cessante, Alberto Nambeia, o Secretário-Geral cessante, Florentino Mendes Pereira, o atual ministro das Pescas, Mário Fambé, Artur Sanhá, Augusto Pequena, Certório Biote, Dionísio Cabi, Domingos Quadé, Ibraima Sori Djaló, que foi último a entregar a candidatura, Aladje Sonco, Francisco Brandão Pereira, Ribana N’keck e Francisco Fernando Yalá.

O congresso vai contar com a presença de 901 delegados provenientes das diferentes regiões do país e da diáspora, mas a comissão conta ter mais de mil pessoas na abertura do congresso. Por isso, decidiu-se suspender, por enquanto, as atividades.  

Salienta-se que a Guiné-Bissau já registou 5.123 casos acumulados da covid-19 e atingiu 90 óbitos, tendo registado apenas na semana passada 11 óbitos e 335 novas infeções. O aumento do número de infeção e de óbitos, nas últimas semanas, nesta terceira vaga da pandemia de covid-19, obrigou as autoridades guineenses a decretar o estado de calamidade.

O ministério do Interior emitiu um despacho no qual proíbe qualquer aglomeração com mais de 25 pessoas e apelou ao cumprimento das medidas de prevenção.

Por: Assana Sambú

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